Tradução | Entrevista com Wentworth Miller sobre Resident Evil Afterlife (About.com)

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Você fez algum treinamento especial para este filme?
Sabe, eu tive meu treinamento em Prison Break. Foram quatro anos de trabalho com cenas perigosas e coreografias, e tudo isto serviu muito especificamente para Resident Evil.

Este é o seu primeiro filme desde que Prison Break acabou. Com que cuidado você escolhe que trabalhos vai fazer e por que aceitou este?
Bem, a primeira coisa que eu fiz depois de Prison Break foi um episódio de Law and Order, que era uma série da qual eu queria participar de alguma forma. Acho que esta é uma indicação clara de onde minha cabeça está – há uma narrativa bem fundamentada nesta indústria sobre um ator de TV que faz uma série que o coloca no mapa, e agora é hora de entrar em um filme de sucesso. Eu não entro nesta narrativa. Não é a minha história. Para mim, um papel é um papel, não importa se é na TV, filme ou teatro, eu só faço o que me inspira.

Você é um gamer?
Não. Minha família era muito rígida com educação, então era só lição de casa. Não sobrava muito tempo para gibis ou videogames, então esta é minha chance de ter uma segunda infância. É como voltar no tempo.

Você teve que ir conhecer a série, seja através dos jogos ou dos outros filmes?
Sim. Eu tive que fazer minha lição de casa. Eu conhecia a série e lembro especificamente do trailer do terceiro filme com aquela cena de Vegas enterrada sob a areia. Foi muito icônica e surpreendente. Eu pedi aos produtores para compilarem cenas significantes dos jogos que explicassem ou contassem a história ou mitologia do meu personagem. Esta foi parte da minha pesquisa.

Como foi trabalhar com todas as mulheres incríveis deste filme? Você conseguiu acompanhá-las?
Sim, ela arrebenta mesmo, e entra no papel como se fosse uma segunda pele. Eu gostei de fazer parte de algo conduzido por mulheres. Eu vim de uma série que era do tipo ‘Vamos jogar um monte de caras em uma caixa e sacudir, ver quem consegue sair.’, então foi uma ótima mudança, com certeza.

O quão diferente é o seu personagem do jogo para o filme? O personagem não tem bíceps do tamanho da cabeça no jogo?
Oh sim, esta é a primeira diferença. Ao me preparar para o papel, eu senti a necessidade de respeitar o que estava lá, em termos da mitologia do jogo. Fiz minha pesquisa online, indo a fansites e blogs para descobrir tudo sobre este personagem, quais eram as expectativas. Mas aí, tive que equilibrá-lo com quem eu sou como ator, o que eu tinha a oferecer, e quem é o Chris Redfield que Paul W.S. Anderson coloca neste filme. Ele é muito específico na interpretação no filme de Resident Evil, em relação ao jogo. Foi uma questão de balancear as três influências, e gostaria de acreditar que fiz o melhor que pude.

Quando você fez sua pesquisa em fansites e blogs, eles também estavam reagindo a você ter sido escalado também?
Eu não li estas reações. Eu senti que já sabia como seriam. Imagino que a recepção vai ser diversificada. É natural, e as pessoas se apegam a certa história ou certo personagem. Elas investem profundamente, então se preocupam quando finalmente veem o personagem na tela. Elas terão opiniões, e isto é esperado.

Esta não é a sua primeira vez com jogos, porque eles lançaram o jogo do Prison Break.
Sim, eu trabalhei com eles na aparência do meu personagem, claro, e também emprestei minha voz para a narração e dublagem de vários personagens. É estranho pensar nas pessoas me matando várias vezes na tela, mas eu meio que me fiquei ansioso em participar ao mesmo tempo.

Você está em negociações para o filme de Bioshock?
Este foi um rumor que surgiu outro dia e demorou para acabar. Não tenho relação com ele.

Fonte: About.com

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