Entrevista com Hiroyuki Kobayashi sobre Resident Evil (Collider)

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Entrevista traduzida do site Collider.

Collider: Tendo sido programador no primeiro jogo, como é para você ver que a franquia ainda está evoluindo e prosperando 20 anos depois?

Kobayashi: Eu sinto que o jogo em si tem muitos aspectos bons de entretenimento, inclusive ação e terror, além da misteriosa Umbrella, a parte de enigmas no jogo. Isto foi ótimo. Agora, cada projeto – não só os jogos, mas também os filmes – cada personagem que apareceu faz história e tem história. É muito pessoal.

Collider: Você esteve envolvido com o último lançamento de jogo e com o componente de realidade virtual?

Kobayashi: Eu não estou cuidando mais dos games. Eu faço os filmes, o que inclui os de CG e os live-action, além de teatro, a peça teatral.

Collider: Uma peça teatral de Resident Evil?

Kobayashi: Sim, já tivemos três no Japão. Começamos em 2015 na temporada de outono, queremos fazer uma peça de Resident Evil por ano, uma vez por ano, basicamente.

Collider: Alguma chance de trazer para o Ocidente?

Kobayashi: Eu realmente quero, mas neste momento, não temos planos para isto. Na verdade, Rebecca apareceu em nossa primeira peça como professora universitária, então seu background veio daí, usamos isto no Vendetta.

Collider: Como produtor supervisor, quais exatamente são suas responsabilidades com Resident Evil Vendetta?

Kobayashi: Eu sou produtor na Capcom, então tinha que me certificar de que o mundo dos games está bem representado no filme em si. Esta era minha principal responsabilidade.

Collider: Como foi decidido trazer Chris Redfield e Leon Kennedy com Rebecca Chambers?

Kobayashi: Eu queria ter o Leon como personagem principal, e a produção disse que queria mais terror. Chris é mais ligado ao lado terror do jogo, então decidimos fazer Leon e Chris aparecer como protagonistas neste filme, o terceiro das animações em CG.

Pessoalmente, eu realmente queria ter a Rebecca porque ela não aparece nos jogos já faz um tempo, então eu queria colocá-la. E a produção também me pediu… que tivéssemos uma personagem feminina também. Eu decidi que seria a Rebecca.

Collider: Você tem um herói, vilão ou monstro favoritos que não apareceram ainda nos filmes?

Kobayashi: Então, tem vários! Jill Valentine, Barry Burton, Albert Wesker. Eles são personagens que não apareceram nos filmes e são os três que eu gosto.

Collider: Houve alguma ideia da história original que não entrou na versão final do filme?

Kobayashi: Do roteiro original, não cortamos muitas cenas. Várias falas dos personagens foram encurtadas, mas todas as cenas entraram.

Collider: Alguma dessas ideias para este filme levam a uma sequência?

Kobayashi: Talvez não uma sequência, mas é claro que teremos mais versões em CG dos filmes de Resident Evil, mas não limitados a uma sequência do Vendetta.

Collider: Eu fiquei impressionado com a animação e a coreografia de animação deste filme. Tem alguma cena em particular da qual você se orgulhe?

Kobayashi: O diretor Takanori Tsujimoto, que faz mais filmes live-action, e Kensuke Sonomura, que faz a parte da ação nos filmes do Tsujimoto, foi a combinação deles que fez estas cenas de luta realmente bonitas.

Collider: Você prefere um filme de mais ação ou mais de um filme de terror? O que você sente com relação ao equilíbrio dos dois neste filme?

Kobayashi: Sim, totalmente ação. Eu realmente gosto de ação. Todos os produtores do filme gostavam mais de terror, e eu de ação, então nos certificamos de que o equilíbrio fosse bom para os dois lados.

Collider: Você está envolvido com o reboot dos filmes em live-action?

Kobayashi: Eu sou produtor dos filmes live-action e vou trabalhar com produtor nos futuros filmes também.

Collider: Você sabe se há planos para Paul W.S. Anderson ou Milla Jovovich retornarem de alguma forma?

Kobayashi: Vamos arrumar um novo diretor e o elenco também vai mudar, mas estou ansioso para fazer. Não posso falar sobre personagens porque nada foi decidido ainda. Não há roteiro, nem história, nem diretor, nem elenco.

Collider: E quanto ao tom dos filmes?

Kobayashi: Eu pessoalmente gosto da direção de Paul W.S. Anderson, nos filmes de live-action. Sendo assim, eu gostaria de ver mais ação.

Collider: Há planos para adaptações de Devil May Cry, Dino Crisis ou Sengoku Basara no futuro?

Kobayashi: Eu adoraria fazer, de qualquer um, mas não posso responder isso.

Collider: Vocês têm outros projetos vindouros que gostaria de citar?

Kobayashi: A única coisa de que posso falar já é algo que saiu para o público. Resident Evil 2, uma versão refeita do jogo, sairá em breve pela Capcom.