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TOPIC: Fanfic: Resident Evil: Chris' Memories

Fanfic: Resident Evil: Chris' Memories 03 Ago 2010 21:33 #210

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CAPITULO I

A noite se decorria enquanto os sonhos da minha mente me deixavam viver lembranças passadas. As obscuras sombras determinavam a presença da escuridão e de algo maligno que se presenciava naquela normal casa na rua St. Veronica de Raccoon City. A minha visão se aproximava de uma figura, debruçada em uma mesa. A sua pele reflectia uma luminosa cor clara, uma das mais claras e pálidas que já vira. Os seus olhos se escondiam através do meu ângulo, enquanto a sua face se desviava para uma porção de algo que me era familiar. Os seus dentes escuros se aproximavam desta, até reparar na minha presença. A sua cara finalmente é revelada, mostrando seus olhos totalmente brancos, representando a falta de uma alma; a sua boca se cobria de sangue, que após a minha chegada, ainda parecia estar fresco. Um erguer preguiçoso do individuo me faz alertar, retirando a minha Beretta do meu colete. Não sabia do que pensar naquele momento. Era algo irreal e desumano, que em minha cabeça nunca iria chegar a ser.

-Ajuda-me – A voz fraca se ecoava pelo interior dos meus ouvidos e da minha cabeça.

A minha mão, instantaneamente baixa-se. Eu sinto pena daquela pobre pessoa que parecia estar num estado inocente. Remédio divino fora o próximo que me acordara destes meus pensamentos, um ataque repentino de frente ocorrera.

Os suores passavam pela minha pele, enquanto os sons frágeis daquele pobre residente ainda se ouvia, mesmo no total silêncio do meu quarto. O meu nome é Chris Redfield. Fui um excelente atirador dos Soldados Americanos e entrei como recruta nas forças especiais de S.T.A.R.S. (Special Tactics And Rescue Squad). Fora num lindo dia sol em que eu acabara de me despedir dos meus colegas de armas, os mesmos que me ajudaram a compreender que um tiroteio não significava apenas guerra, mas um acto de defesa e de paz. A minha Sniper nunca fora utilizada em nenhuns dos anos que eu passei com aquele grupo de pessoas. Como eu disse anteriormente, um acto de defesa se justificava um acto de paz entre o meu corpo tacto, e a alma do pecador que se preparava para o ataque. Foi após duas semanas que o meu descanso findou e a minha procura pelo serviço começara.

Ao deparar com um criminoso, o meu instinto me ordenou a persegui-lo com toda a velocidade que eu tinha. Não estava armado naquela altura, contudo, a minha coragem me ajudou a superar todas as dúvidas que tive acerca daquele acto que poderia ser heróico, ou demasiado estúpido. Aparentava ter sido um acto estúpido. Ao fim da perseguição, deparei-me com o resto do gang. Eram grandes homens armados. As suas pistolas neste caso, não justificavam os seus actos. O reinado das estradas eram a sua triste justificação. A situação se desenrolara num grande salvamento por este número de indivíduos que salvara o meu traseiro naquele momento. Eles eram o grande mas carinhoso Barry Burton, assim mesmo que a sua força fosse bruta, o seu coração pertencia ao quente amor da sua mulher e filhos; Richard Aiken, um jovem policial e o mesmo que iria ser um dos maiores amigos que conhecera na minha vida e o maior provocador mas que mantinha sempre a situação controlada, Joseph Frost. Numa me esquecerei deste dia. Naquela altura eu soube que o meu lugar se encontrava junto com eles, no Departamento de Raccon City (RPD), onde a minha vida iria mudar radicalmente, até aos meus últimos momentos.

Surpreendentemente, difícil foi me habituar aos longos e confusos corredores do enorme Departamento. Sempre me fora estranho, nunca vira tal coisa parecida. Uma explicação vinda de Barry, finalmente me retirara as dúvidas todas que eu tinha acerca do assunto. Em tempos, aquele grande edifício fora uma biblioteca histórica que sempre se mantivera no coração da metrópole. De facto, ainda permaneceram um elevado número de objectos icónicos como as representações humanas através de arte (estatuas e pinturas artísticas) e riquezas raras que se encontravam guardadas como se estivessem num grandioso museu clássico.

A convivência entre mim e os meus colegas sempre era de bom ambiente. O tempo se passava de boa qualidade enquanto os momentos de humor enchiam a felicidade daquela pequena secretária, que se representava como o nosso local de trabalho.

Um assunto que era tocado infindáveis vezes, era a alcunha que fora baptizado ao nosso piloto, “Coração de galinha”. Obviamente que esta ideia fora trazida pela mente brilhante do Joseph Frost. A origem deste nome se deriva da personalidade assustadiça do nosso piloto. Sim, era realmente estranho que o mesmo individuo que pilotava o nosso helicóptero era um medricas de primeira. Ao principio, eu achei que era uma brincadeira. Todos se riam enquanto o pobre Brad Vickers se encolhia no meio das grandes gargalhadas de gozo de seus colegas.

Após quatro anos de serviço, alguém muito especial chega. A sua presença me fora inesperada, e certamente que não era uma pessoa como às outras, pelo menos para mim. Eu estou referindo-me à linda Jill Valentine. Quando esta se apresentou em frente do team, a minha reacção se tornara ligeiramente cómica. Os seus belos olhos azuis eram penetrantes. Eu simplesmente não conseguia desviar o meu olhar. A minha mente apenas se concentrava naquela única pessoa que em meu olhar, era um dos seres mais lindos que já vira, contudo a reacção dos meus companheiros fora totalmente diferente. A sua chegada significara a mudança de grupo ao meu amigo Richard Aiken. Para além dessa radical mudança, a sua história passada apenas ajudara a difícil entrada de confiança em cada um. Ninguém se parecia muito contente com a vinda daquela maravilhosa rapariga. Eu sempre me perguntava o porquê daqueles sentimentos de desconfiança para com a Jill Valentine. Foi então em que um dia, ela se encontrava ausente. Era esta a minha oportunidade de saber a razão pelo qual isto estava a ocorrer.

-Não acredito que tu não sabes… - Joseph me diz, aumentando a minha curiosidade – Se o meu pensamento estiver correcto, a Jill Valentine é filha de um dos maiores criminosos de Raccoon City, Dick Valentine. Ele esteve anunciado como procurado durante anos!

Para mim, aquela justificação era invalida. Toda a gente sabe que as pessoas mudam. Eu tive que discordar.

-Ela pode ser diferente – Eu debato, contradizendo as ideias dos meus colegas – Não me parece que ela seja como vocês pensam.

Ninguém se atreveu a continuar esta discussão após a entrada da mesma. Joseph ainda me fazia olhares de lado, parecendo que continuava a discutir pelo seu olhar. Jill não fazia a menor ideia do que sucedera breves minutos atrás, sentia pena dela. Eu conseguia sentir que a sua personalidade não era compatível com as teorias de meus companheiros, ou seria eu que parecia gostar demasiado dela para assim o pensar?

Esta senta-se em sua secretária. Estava muito arrumada, isso devido à partida de Aiken. CD’s de música cobriam aquela antes da chegada da novata. Ela retira algo da sua mochila. Era uma linda boina azul. Ela parecia ter algum sentimento por aquele objecto, teria alguma coisa a ver com o seu pai? Quem era eu para me meter num assunto daqueles. Eu reparava que os seus lindos olhos não olhavam para mais outro lado sem ser aquele objecto. As mãos escorregam e a mesma cai no solo polido da secretária do grupo Alpha. Eu tinha que a conhecer, e que melhor oportunidade teria do que esta?

Eu levanto-me da minha secretária, passando por despercebido e recolho a sua boina. Com um sorriso, a entrego.

-O-obrigada – Ela diz com uma voz trémula. A sua cara tentava-se afastar ligeiramente enquanto eu lhe entregava o objecto. Parecia muito tímida, talvez não estivesse preparada para conhecer alguém, afinal de contas, o tempo em que ela estivera no Departamento fora extremamente mínimo.

Voltando para a minha secretária, Frost parecia ter achado muita piada ao meu acto. Eu começava a achar que Joseph começara a passar de hilariante para um gajo muito estúpido. Tudo isto estava acontecer apenas porque a Jill estava no grupo, qual era o seu problema? Ela não era o pai, e reparando no significado da sua boina, Dick Valentine também não parecia detestar a sua filha ou desprezá-la. De facto, a própria Jill tinha uma fotografia dele em sua secretária. Retirara-la da sua boina e pusera em sua frente. Aparentava ter o mesmo significado para ela, isto quase que concluiu a minha ideia.



Após a vinda da rapariga que o meu relacionamento com Joseph não tem corrido muito bem. Nós sempre nos déramos bem, mas na situação presente, “realmente mal” seria a expressão apropriada. O seu olhar de gozo me fazia subir os nervos mas eu sempre fora controlado, até mesmo com as maiores raivas que sentira na minha vida. Os meus punhos se fechavam fortemente mostrando as veias de meus braços enquanto pensamentos de brigar com o meu colega passavam pela minha cabeça. Eu não conseguia conter o ódio dentro de mim durante muito mais tempo.

Eu tinha razão acerca dos meus pensamentos. Já estava extremamente zangado quando eu passava pelo corredor polido do Departamento com intenções de chegar ao meu cacifo quando o Joseph passa por mim com Barry. Enquanto este continuava com um riso falso em sua cara, Barry Burton parecia muito sério e aparentava não aceitar muito bem a reacção do jovem Joseph Frost. Mesmo desconfiando pouco de Jill, aquele homem de família sabia que as possibilidades da mudança da Valentine eram grandes e que os restantes membros pareciam ser crianças a lidar com o assunto.

-Então, Redfield – Este me chama a atenção mostrando aquele mesmo acto que me enraivecia tanto - quantos roubaste na tua lua-de-mel?

Por coincidência, ela encontrava-se não muito atrás, o suficiente para ouvir a boca que Joseph me mandara.

O meu punho recua e rapidamente volta a deixar-se levar com grande força na face do meu companheiro. Era visível o sangue que escorria pelo seu nariz enquanto gritava de dor. Realmente, muito triste fora aquele meu acto, mas não conseguia aguentar mais! Ironicamente, aquela que eu mais gostava encontrava-se parada a olhar para mim e em seguida para o pobre Joseph que sofrera um golpe em que eu utilizara quase todas as minhas forças. Metia pena o que eu acabara de fazer, eu comecei a sentir-me sujo. Para piorar, um homem de cabelos loiros utilizando uns comuns óculos-de-sol escuros aparece para mirar aquela paisagem. Mal eu sabia sua importância para com a equipe até este mesmo momento.

- Redfield, você já foi chutado da Força Aérea por mau comportamento e, graças à influencia de Barry, esta equipe o acolheu de braços abertos. Será que é muito difícil pedir para controlar um pouco seus impulsos? Isto é uma unidade especial de investigação, não uma rinha de lutas!

Eu nunca vira este homem na minha vida e a primeira vez que me falara fora a observar as minhas acções? Contudo, estas palavras me fizeram relembrar o meu passado. Uma vez soldado na Força Aérea, desobedeci ordens restritas para salvar a vida de um amigo meu. Numa me esquecerei desse dia…isto fora lago que eu me tinha esquecido de contar ao inicio. A minha despedida dos meus colegas, fora mesmo após o meu acto de coragem, mas erradas em termos de obediências que tinha que cumprir. Contudo, os meus amigos disseram adeus com grande orgulho de terem estado ao lado de um homem como eu, um homem que nunca deixaria ninguém atrás.

-Como sabes o meu nome? – Eu pergunto de imediato – Creio que nunca nos falamos, e quem és tu para observares o que eu faço ou deixo de fazer?

-Para a próxima eu teria cuidado com os seus assaltos, Redfield. Acabaste de discutir com o seu Capitão de uma maneira, pouco adequada, não lhe parece? – O mesmo diz sem expressão no seu rosto.

Tinha feito da bonita. O novo Capitão entra na equipe e a primeira coisa que eu lhe dissera fora isto. O dia não poderia correr pior. Eu imaginava o estado da Jill neste momento…

-Ha-desculpe-me eu não sabia…

-Não precisa de se desculpar, apenas tenha mais cuidado para a próxima – Este continua o seu caminho, ainda não mostrando nenhuma expressão ou sentimento como se nada tivesse ocorrido.

Mal podia esperar por deixar o Departamento e sair do olhar de Valentine. Ela poderia achar-me como um parvo após o meu acto!



A minha noite não se passara muito bem como eu preferia. Era simplesmente inabitável parar de pensar na maneira de como o Joseph Frost iria olhar para mim e de como a Jill se sentiria após os meus actos do dia anterior. O meu peito doía enquanto eu pensava nestes pormenores que me poderiam afectar o meu desempenho no Departamento.

Esta linha de lembranças é quebrada após o barulho do meu telemóvel me despertar. A minha mão alcançava a mesa-de-cabeceira, enquanto o resto do meu corpo continuava a dormir. A visão se tornava mais nítida à medida que despertava cada vez mais do meu sono. Eu conseguia ler em meu telemóvel: “RPD – 6:23”. O que se passaria para o Departamento me chamar a uma hora destas? Teria algo a ver com o que acontecera anteriormente? Eu não hesitara em vestir as minhas Jeans, a minha camisa branca e colocando o meu colete verde que demonstrava o símbolo dos S.T.A.R.S. na zona do ombro.

Não houvera tempo para tomar o pequeno almoço. Começei o meu caminho mais depressa possível. Não tendo carro nem outro veículo que me pudesse transportar, a minha rotina era sempre feita a pé. Sorte a minha que o Departamento não era longe.

Finalmente chegara. Subi as escadas mais depressa possível para o primeiro andar e entrei na secretária da minha equipe. Tudo parecia normal. Ninguém me olhou de lado nem me fez qualquer gesto referindo-se a o que ocorrera. A presença do nosso novo capitão parecia atrair as atenções todas de meus colegas.

-Como podem ou não ter conhecimento, o nosso Departamento recebeu uma chamada de socorro na rua St. Veronica. Suspeita-mos de um assassinato após a reportagem dos vizinhos do casal. A sua porta é nº91 e eu sugiro que levem armamento leve. Perdemos o contacto com eles à poucos minutos. Em frente.

Todos nós nos preparávamos para o caso. Não era sempre que a nossa equipa era enviada para um chamamento de socorro. Aposto que eu não era o único que se perguntava acerca do que se estava a passar. Em breve iríamos ser testemunhas de o inicio duma série de assassinatos em Raccoon City. Estes mesmo que iriam aterrorizar a pobre população.
Last Edit: 07 Ago 2010 12:03 by Red Queen.
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Re: Resident Evil: Chris' Memories [FanFic] 03 Ago 2010 22:53 #220

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muito boa a fic, excelente escrita, parabens
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Re: Resident Evil: Chris' Memories [FanFic] 03 Ago 2010 22:55 #223

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valw cara, obrigado :) eu irei postando os capitulos, sao 8
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Re: Resident Evil: Chris' Memories [FanFic] 03 Ago 2010 22:57 #224

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tranquilo amigo estarei no aguardo
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Re: Resident Evil: Chris' Memories [FanFic] 05 Ago 2010 10:06 #277

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Capitulo 2

Após presenciarmos o primeiro ataque canibal do que seria o começo de uma série de assassinatos, o individuo teve que ser abatido devido a um assalto que este fizera contra Joseph. O sangue daquele que em tempos fora uma pessoa vulgar, espalhara-se pela cara do meu colega que ainda não me dirigira palavra após o que acontecera no Departamento. Os seus olhos encontravam-se num estado esbugalhado e a sua boca aberta, apenas transmitindo palavras silenciosas demonstrando a sua surpresa. A sua face explicava os seus sentimentos todos. O choque de um ataque canibal contra si fora-lhe pouco provável antes de isto acontecer. A imagem de sua cabeça a separar-se para o fato negro dele, mantivera-se na mente, era algo que não o ia deixar até o momento da sua morte. Eu não sabia o que dizer. O seu estado era realmente preocupante mas…havia alguém que me perturbava mais. A presença de Jill faltara-me quando eu começava a olhar em meu redor. Reparava no caos que se encontrava no interior daquela casa pequena e modesta. Panelas, pratos, comida, tudo se encontrava espalhado pelo chão, inclusive a porção de carne que alimentara aquela falecida criatura e até mesmo o corpo desta onde a sua cabeça faltava após o uso de armas para proteger o policial do grupo Alpha. A iluminação era apenas feita pelo Sol que se penetrava pela única saída, a entrada que se encontrava aberta. Todos estes elementos transformaram este pequeno lar num local sinistro que mais ninguém queria estar.

Em vez de ver como estava Frost, assim como fez Barry e Wesker, eu decidi procura-la e tentar falar com ela. Imagino como esta estaria neste momento.

Olhando através da entrada para o exterior, era visível a jovem rapariga encostada ao Jipe do nosso team. A sua cabeça erguida para baixo demonstrava grande sinal de preocupação e de pensamentos acerca do assunto. Eu tinha que lhe dizer algo para a fazer sentir melhor.

-Jill… - Eu lhe digo enquanto me aproximava mais. As minhas intenções de a fazer melhor se transmitiam pela minha suave voz enquanto eu esperava uma resposta dela. Parecia não notar a minha presença… - Estás bem?

Então, finalmente a sua cara ergue-se e quando esta olha para mim, timidez e vergonha era sentida pela sua expressão, no entanto, os seus olhos azuis continuavam lindos e era inevitável parar de olhar para eles.

As evidências eram removidas do local do crime pela nossa equipa de investigação, mas nada disso importava. Tudo ocorria em nossa volta mas a minha concentração se encontrava totalmente naquela rapariga! Era estranho como a conhecia à pouco tempo e gostara muito dela de imediato.

-Redfield e Valentine, acham que estão no "Fica comigo?" ou

tratando da investigação de assassinatos canibais?

Ela começa olhar em seu redor, confusa com o que acontecera. Parecia que eu era a única pessoa que ela começara a interagir, até à clara chegada de Wesker. Eu tinha de lhe responder alguma coisa para não pensar que nós tínhamos ou caso ou qualquer coisa parecida. Certamente que Jill não queria uma tal conclusão vinda do nosso exigente Capitão.

-Hu-não Capitão…nós apenas… - Eu estava simplesmente atrapalhado! Não sabia ao certo do que dizer-lhe!

- Não faça de novo, Chris. Este será um caso difícil e toda nossa atenção será necessária para resolvê-lo

-Certo, não voltará a repetir – Eu estava bastante envergonhado com o que se passara! As minhas intenções eram de apenas ajudar aquela rapariga, não de causar uma descida no meu empenho como policial no meu equipe. Talvez eu deveria de ter deixado a Jill e ter visto como estava o Joseph, mesmo com a zanga que tivéramos, eu aprendi que perdoar era algo inevitável para o funcionamento de uma amizade. Nenhum ser-humano consegue viver sem desculpas! Estas ocorrem o tempo todo! Talvez eu deveria de o fazer, mas primeiro, desculpar-me em frente da minha colega.

-Olha, Jil…eu juro que não queria…

-Não há problema, eu…eu sinto-me melhor. Obrigada – Me fizera extremamente contente por finalmente a ouvir falar. Talvez, daqui a uns dias esta iria ter um bom relacionamento com o resto da equipa, especialmente agora que nós precisávamos de uma maior ajuda colectiva.

Ao inicio me fora difícil de pedir desculpas a Joseph após o que lhe fizera, surpreendentemente este também reconhecera a sua arrogância contra Jill. A situação parecia estar normal como dantes, o que me fizera muito aliviado. Finalmente, eu não me tinha que preocupar com os olhares de gozo que me mandavam enquanto eu tentava trabalhar na minha secretária, agora como nunca, era necessário o trabalho da equipa toda para os casos que se iriam decorrer ao longo do mês de Julho.



Todo o mundo se sentava nas cadeiras que se encontravam por duas filas paralelas, cada uma representando os dois grupos diferentes, Bravo e Alpha. Em nossa frente se encontrava dois dos homens mais importantes no Departamento, Capitão Albert Wesker e Capitão Enrico Marini.

Ainda utilizando os seus óculos escuros, um pequeno brilho se reflectia enquanto este se confrontava com os policiais da esquadra. O caso parecia ser extremamente sério, pois, em minha mente o mesmo se derivava dos ataques recentes que estavam a ocorrer nos limites da cidade, claro que me estava referir às Montanhas Arklay em Raccoon Forest. A situação parecia estar preocupante e a taxa de mortalidade da nossa metrópole subia exageradamente em cada dia que passava! Era fora do normal! Para além de incidentes nas pequenas zonas de Raccon City, semelhantes ao anterior, também foram reportados ataques animais. Este caos instalava o pânico aos poucos entre os cidadãos.



Deitado com os meus olhos abertos, olhando para o espaço obscuro que me cercava no quarto a meio da noite, eu pensava na partida dos Bravo e de como os seus membros se sentiam seguros com a excepção de uma novata. Forest, um rapaz de seu equipe, me informou que a sua chegada fora extremamente recente e que tinha pouca experiência acerca de como lidar com armas. Era muito nova e apenas tinha dezanove anos! Praticamente, tinha acabado de sair de Raccoon University e que não se encontrava num bom estado. Quem lhe poderia culpar? Eu próprio sentia pena pela situação em que esta se encontrava. Quem poderia imaginar que a primeira missão de sua carreira iria ser uma de tal perigo? Mesmo reconhecendo a coragem de seus policiais e a grande capacidade de controlo e responsabilidade do seu Capitão, Enrico Marini, eu não conseguia parar de demonstrar preocupação em relação ao seu caso, no entanto, Brad fora ordenado para manter contacto com eles e se algo acontecesse, nós saberíamos de imediato.

A manhã começou. O abrir do meu olhar me fez distanciar do mundo que eu criara em minha mente e me trouxe novamente para os acontecimentos actuais. O caso dos Homicidios Canibais não foram esquecidos, de facto, o regressar para o Departamento me fazia grande curiosidade em saber a situação da equipa irmã. Eu coloco uma camisa branca pertencente às forças de salvamento, S.T.A.R.S; calcei as minhas jeans cinzentas-escuras e calcei-me o mais depressa possível.

O meu pequeno-almoço foi tomado muito rapidamente, sem tendo tempo para saborear o pão que ainda estava num estado delicioso que fora engolido à força pelo entrar do leite em minha garganta.

Novamente, a minha rotina pelas ruas de Raccoon City fora normal. Como habitual, as suas lojas, que preenchiam uma enorme fila ao longo da longa avenida, continham essencialmente identificações da empresa Umbrella, a mesma que nos fornecia todos os produtos de medicina e beleza utilizados pelos seus cidadãos. Pessoalmente, eu respeitava esta companhia mas sempre me fora irritante de como a sua campanha estava por todos os pequenos cantos com sinal de comercialismo. O seu símbolo de representação (Um guarda-chuva branco e vermelho visto de um ângulo superior) era encontrado, até mesmo no placar de “Boas Vindas”! Talvez porque, dessa forma, a atracção turística se mantinha a um número elevado, assim beneficiando tanto a metrópole como a empresa.

A minha chegada ao Departamento ocorrera no momento certo para poder ouvir a discussão que o chefe da Esquadra, Chefe Irons, estava a ter com a sua empregada e o homem de limpeza. O pobre homem estava chocado com a expressão de fúria que este lhe fazia.

-Não admitirei esta desordem no Departamento! Eu lhe ordenei a guardar as estátuas no andar de cima, não no rés-do-chão! Você está fora de sua cabeça?

-Me desculpe, Sr. Irons – A sua secretária lhe dizia calmamente enquanto o empregado se encolhia. O homem parecia estar nos seus sessentas, era puro maltrato vindo no nosso Chefe.

-Eu não quero ouvir desculpas! Apenas retomem a posição correcta daquelas obras-de-arte antes que eu despeça ambos!

Eu apenas ficava ali, olhando para Irons como se nada mais importava. Dificil era de acreditar que este era o homem que representava o nosso Departamento. Não era sem tempo que este finalmente reparara em mim, olhando para ele chocado.

-O que foi? Volta ao trabalho! – Ele me diz com o mesmo tom e saindo para através da porta mais próxima que este encontrara.

Os seus ataques de nervos eram extremamente irritantes para os que trabalhavam em seu redor! Como era possível alguém ter um bom desempenho no seu local de trabalho se o homem que comanda o local é um tosco total?

O meu rumo para a sala da equipe continua, tentando ignorar os resmungos que Irons fazia para si mesmo, demonstrando o tipo de pessoa que este mesmo era.

Finalmente chego. Ao entrar, vejo um notável grupo de pessoas que rodeava a mesa onde Brad se sentava. Todos estavam muito preocupados por algo, como eu calculava, algo de bom não acontecera.

-O que ocorreu? – Eu pergunto de seguida a Barry.

Este faz uma expressão que apenas queria dizer más noticias. Após um breve suspiro, ele finalmente me conta o sucedido.

-Perdemos contacto com os Bravo Team, à pelo menos, duas horas.

Os meus receios e medos se tornaram realidade ao ouvir a declaração de meu colega. Mesmo sendo aquele período de tempo, não muito longo, numa missão de salvamento imensas coisas se podem ocorrer naquele espaço de horas e minutos. A possibilidade de um ataque canibal contra o grupo era bem-vinda para a teoria de seu desaparecimento. No entanto, tomar uma forma positiva acalmava o pessoal.

-Mas nós não temos a certeza do que lhes pode ter acontecido. Talvez eles… - Eu tento sugerir algo. Era impossível arranjar uma justificação para o que se estava a acontecer.

Capitão Wesker parecia muito pensativo naquele momento. O que lhe passaria pela sua mente? Qualquer ideia que esta fosse, o mesmo sai do compartimento, deixando-nos sem a mínima noção do que este planeava.

A sua saída fora minimamente notavel. Apenas um olhar durante um curto espaço de segundos passava pela mesma entrada onde por onde ele deixou. Todas as atenções continuavam em volta de Brad, que tentava captar algum sinal.

-…daqui Brad! Alguém me responda! – Este exclamava em vão, enquanto o forte ruído do rádio tirava todas as expectativas possíveis de uma resposta.

Novamente, a espera de um sinal de vida da equipa irmã é interrompida pela conversa do exterior da sala. Era audível o Albert a falar seriamente com o Capitão Irons. As suas sombras eram vistas pelo vidro que formava uma pequena área da porta onde haviam letras negras que diziam “ALPHA TEAM – S.T.A.RS. UNIT”.

Quando este finalmente entra, todos se encontravam curiosos acerca do que Wesker pretendia. A sua cara de sério se tornara mais rígida do que anteriormente e parecia ter algo em mente que levaria muita dedicação da nossa parte.

-Tragam todo o vosso equipamento necessário. O nosso Team irá sobrevoar a Raccoon Forest em busca dos Bravo. Qualquer sinal de socorro ou de acidente aéreo irá obrigar uma aterragem a ser feita. Qualquer ataque dos assassinos canibais levará a sua técnica de detenção, se for necessário, disparem para matar. Entendido?

Creio que nenhuns dos homens que se encontravam na sala estavam calmos com a situação. Claramente que a pessoa que o seu nervosismo era menos notável era o forte Barry Burton. A sua face não demonstrava qualquer sinal de medo, pelo contrário, mostrava sentimentos de preparação e de coragem. A minha situação, neste momento, estava entre ambos. Sentia-me preocupado mas, contudo, não me faltava coragem para deter aqueles doidos que andavam a aterrorizar a cidade e seus cidadãos!

Todos os membros do Grupo Alpha preparavam o seu equipamento. Barry guardava uma amorosa fotografia dele e sua família, todos juntos e felizes. Conseguia sentir a preocupação que este tinha em relação a seus filhos e mulher. Era fácil compreender a sua situação para com este caso. Um brilho em seu olhar aparecera quando a sua pistola Magnum era pegada pela sua grande mão. Era sinal que estava preparado para enfrentar qualquer coisa que lhe aparecesse.

Jill colocava a boina de seu pai em sua cabeça. Também era notável a força e dedicação que esta tinha para mudar o nome que a sua família sofrera. Esta era a sua oportunidade de provar o contrário do que as pessoas pensavam dela.

Joseph metia uma bandana vermelha e preparava uma câmera de blog. Aparentemente, uma fora entregue a cada membro S.T.A.R.S. para investigação mas raramente estas eram usadas. Apenas um outro agente utilizava uma, Kenneth Sulivan, um membro dos Bravo Team. Com um ar de auto-estima, este agarra sua Rifle e a carrega.

Brad Vickers parecia desesperado. Estava sentado em sua mesa com os seus cotovelos a fazerem-se de suporte para seus braços que aguentavam o peso de sua cabeça. A quase que era possível ver lágrimas em seus olhos! Wesker não pôde conter em fazer uma observação ao nosso piloto.

-Que raio é isso, Vickers? Para que é que veio para S.T.A.R.S? Seu cobarde. Levante-se imediatamente e prepare-se para a sua missão! Vidas estão em jogo!

Contra a sua vontade, ele assim o faz, juntando-se aos restantes membros. Nenhum de nós sabia do que esperar, mas sabiamos que esta missão teria que ser feita com muita coragem e determinação.

Eu irei ultrapassar todas as minhas dificuldades e encontrar os meus colegas, este era o começo de uma missão de salvamento.
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Re: Resident Evil: Chris' Memories [FanFic] 06 Ago 2010 14:01 #307

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o segundo capitulo esta excelente bruno, parabens, no aguardo para mais dessa fic.
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Re: Resident Evil: Chris' Memories [FanFic] 06 Ago 2010 21:24 #318

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obgd cara *_*
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