Resident Evil 5 | Files Traduzidos


01. História de Resident Evil

Década de 1960

• Engenheiro Michael Warren dá início à rede elétrica de Raccoon City.
• O quinto chefe da Família Ashford, Edward Ashford, começa sua pesquisa no que mais tarde seria conhecido como vírus Progenitor.

1962

Ozwell E. Spencer contrata o arquiteto George Trevor para criar e construir uma mansão isolada nos arredores de Raccoon City.

1966

(Dezembro)

Ozwell E. Spencer, James Marcus e Edward Ashford criam o vírus Progenitor que reconstitui o DNA de um organismo vivo.

1967

(Novembro)

• A construção da mansão e dos complexos dos laboratórios nas Montanhas Arklay é finalizada.
• Jéssica e Lisa Trevor são injetadas com uma variante do vírus Progenitor. O vírus não se estabiliza em Jéssica, e em seguida ela é eliminada. O vírus se mostra promissor em Lisa, e como resultado disso ela é colocada sob estrita observação.
George Trevor é escolhido como cobaia de teste; no entanto, devido ao seu conhecimento íntimo em relação à mansão, ele é, em vez disso, eliminado.

1968

• Inicia-se a construção dos bondes públicos de Raccoon City na Europa, e eles logo passam a ser usados dentro da cidade.
• Spencer funda a companhia farmacêutica Umbrella com Marcus e Edward Ashford. A companhia é criada para mascarar suas pesquisas biológicas.

(Julho)

Edward Ashford contrai o vírus Progenitor e morre. Seu filho, Alexander Ashford, o sucede como chefe da Família Ashford.

(Agosto)

• O Complexo de Treinamento da Umbrella é aberto nas Montanhas Arklay, com Marcus designado como diretor.

1969

(Fevereiro)

Alexander Ashford começa a criar um complexo na Antártida. Ele secretamente planeja construir um laboratório subterrâneo para o projeto “Código: Veronica”.

(Novembro)

• A Base da Umbrella na Antártida é finalizada.

1971

• O projeto “Código: Veronica” dá certo. Os gêmeos Alfred e Alexia Ashford nascem.

1977

Albert Wesker e William Birkin ingressam no Complexo de Treinamento como possíveis futuros gerentes.

1978

(Janeiro)

• Marcus desenvolve com sucesso o T-Virus.

(Julho)

• O fechamento do Complexo de Treinamento é finalizado. Wesker e Birkin transferem suas pesquisas do T-Virus para o Complexo de Pesquisas de Arklay; Marcus continua sua própria pesquisa no Complexo de Treinamento desativado.

1981

(Julho)

• Mesmo com apenas dez anos de idade, Alexia Ashford se forma como primeira aula de sua classe em uma prestigiosa universidade.
• Birkin começa a ver Alexia como uma rival.

1982

• Alexia injeta em seu pai, Alexander, o vírus T-Veronica, mas o experimento acaba falhando.

1983

(Dezembro)

• Wesker pesquisa uma segunda experiência com o T-Virus. Ele começa a suspeitar dos planos de Spencer.
• Alexia se injeta com o vírus T-Veronica e entra em um coma induzido por quinze anos. Para manter o segredo de seu plano, é informado que ela morrera de exposição acidental ao vírus.

1987

• Michael Warren se torna prefeito de Raccoon City.

1988

• Wesker, sob ordens de Spencer, assassina Marcus.
• Com o auxílio de Birkin, o programa T-Virus começa a desenvolver a arma biológica (B.O.W.) Tyrant.
• A Umbrella começa a trabalhar no projeto “Nemesis” em seu sexto laboratório Europeu.

1991

• A Umbrella inicia a construção de um imenso laboratório subterrâneo sob Raccoon City.
• Spencer aprova o projeto do G-Virus de Birkin e ele começa a trabalhar nele.
• Wesker é transferido para o Departamento de Informações.

1992

• A Umbrella doa fundos para a reforma do City Hall e a construção de um Hospital Geral. Uma estátua de Michael Warren é levantada no City Hall.

1993

• A Chefe da polícia de Raccoon City, Brian Irons, inicia negociações com a Umbrella.
• Birkin é transferido para o laboratório subterrâneo de Raccoon City, começam os seus encontros clandestinos com Irons.
Alfred Ashford se forma em uma universidade na Inglaterra, e se torna diretor do complexo da Antártida. Ele sobe de posição e acaba se tornando um executivo da Umbrella, e depois diretor da Ilha Rockfort.

(Dezembro)

• Um complexo de treinamento para membros da equipe anti-B.O.W. é finalizado.

1994

• John do laboratório de Chicago substitui Birkin no Complexo de Pesquisas de Arklay.
• Alfred constrói uma mansão particular e uma prisão na Ilha Rockfort.

1996

• A equipe S.T.A.R.S. do Departamento de Polícia de Raccoon City é fundada com Wesker como capitão.
HUNK (mais tarde das Forças Especiais da Umbrella) passa por treinamento de combate na Ilha Rockfort.

1998

(Maio)

• Um misterioso clone de Marcus aparece no Complexo de Treinamento da Umbrella.
• Ocorre um vazamento viral de larga escala na mansão Arklay. O laboratório de pesquisa de lá é destruído.
• Cerberus faz sua primeira vítima: uma mulher de 20 anos cujo corpo é encontrado desmembrado.

(Junho)

• Aparições de Cerberus são relatadas em uma revista local de Raccoon City.

(Julho)

• Dois grupos são mandados para investigar o Complexo de Treinamento. O primeiro é dizimado pelas B.O.W.s do local.
• Há um aumento nos relatos de acidentes e pessoas desaparecidas nas Montanhas Arklay. A cidade manda a Equipe Bravo dos S.T.A.R.S. para investigar.
• O helicóptero da Equipe Bravo tem problemas no motor por razões desconhecidas e é forçado a pousar nas Montanhas Arklay.
• A Equipe Bravo segue no Ecliptic Express para investigar o Complexo de Treinamento, que mais tarde é destruído.
• A Equipe Alpha é enviada para procurar a Equipe Bravo, quando a comunicação se perde.
• Ocorre o Incidente da Mansão.
• O líder da Equipe Bravo, Enrico Marini, descobre a verdadeira identidade de Wesker. Wesker mata Enrico.
• Tomados pelo vírus, a mansão e o laboratório são destruídos. Quatro membros da Equipe Alpha e um membro da Equipe Bravo escapam da catástrofe. Sobreviventes: Chris Redfield, Jill Valentine, Barry Burton, Brad Vickers, Rebecca Chambers.
• Wesker escapa do Complexo de Pesquisas Arklay antes de sua destruição.

(Agosto)

• O ex-membro dos S.T.A.R.S., Chris Redfield, descobre sobre o G-Virus e segue para a Europa para investigar a Umbrella.

(Setembro)

• O vírus se espalha por toda Raccoon por causa dos ratos infectados. A cidade é declarada em perigo biológico, enquanto os incidentes de “canibalismo” continuam aumentando.
• Birkin finaliza seu trabalho no G-Virus.
• Uma horda de zumbis ataca a delegacia da cidade.
• A delegacia é destruída, e Chefe Irons fica alucinado. Warren escapa da cidade, mas deixa sua filha para trás.
• A U.B.C.S. (Serviço de Contra-Medidas de Perigo Biológico da Umbrella) chega na cidade para começar as operações de resgate.
• O policial novato Leon S. Kennedy chega na cidade ao mesmo tempo em que Claire Redfleld.
• A Umbrella despacha a B.O.W. Nemesis Tipo-T na cidade, e ele começa a caçar a ex-membro dos S.T.A.R.S. Jill Valentine.
• A Umbrella envia uma produção massiva de Tyrants para a cidade.
• Leon e Claire fogem da cidade com a filha de William e Annette Birkin, Sherry.
• Com a chegada do exército americano, a cidade é colocada sob lei marcial.
• Os sobreviventes da U.B.C.S. são usados pelo monitor oficial da Umbrella no caso, Nicholai Ginovaef, e morrem um por um. O hospital é destruído.
Ada Wong e HUNK adquirem ambos amostras do G-Virus.
• O laboratório subterrâneo de Raccoon City é destruído.

(Outubro)

• O governo americano decide eliminar a ameaça do vírus destruindo Raccoon City com o envio de um míssil.

(Dezembro)

• Claire se infiltra em um laboratório em Paris, mas acaba sendo capturada e aprisionada na Ilha Rockfort.
• Wesker ataca a ilha com sua própria equipe particular e libera o T-Virus por toda a ilha.
• Claire escapa da prisão e envia um e-mail para Leon pedindo ajuda. Sua localização é informada a Chris.
• Jill escapa de Raccoon e segue para o apartamento de Chris, mas ele já havia partido para a Ilha Rockfort.
Alfred Ashford escapa da ilha.
• Chris chega na Ilha Rockfort e encontra Wesker.
Alexia Ashford desperta de seu coma na Base da Antártida. Alfred morre pouco depois.
• Claire e Chris se reencontram na Base da Antártida, e juntos eles derrotam Alexia.
• Eles fogem antes da base ser destruída.

2002

Jack Krauser forja sua própria morte e se une à organização secreta de Wesker.

2003

(Fevereiro)

• Chris e Jill participam da missão de destruir o Complexo de Pesquisas da Umbrella no Cáucaso, na Rússia. Eles conseguem destruir a nova B.O.W. chamada T-A.L.O.S..

2004

• A filha do Presidente dos Estados Unidos, Ashley Graham, é sequestrada por um grupo religioso conhecido como Los Illuminados. (O sequestro fora na verdade conduzido por Krauser.)
• Leon Kennedy é contratado para reunir detalhes de Ashley para o Serviço Secreto, mas em vez disso é ordenado a ir encontrá-la.
• Leon Kennedy é injetado com o parasita Las Plagas pelos Los Illuminados. Depois disso, ele e Ashley, que também está infectada com o mesmo parasita, se abrigam em uma igreja.
• Depois de fugir da vila, Leon e Ashley a procurar refúgio em um velho castelo, mas Ashley é novamente capturada. Desta vez, ela é levada para uma ilha isolada por Krauser, sob ordens de Ramon Salazar, o oitavo chefe da Família Salazar. Leon confronta Salazar e o derrota.
• Leon segue para a ilha para encontrar Ashley, e é lá que ele derrota tanto Jack Krauser quanto Osmund Saddler, o líder do culto dos Los Illuminados. Leon e Ashley usam as instalações na ilha para remover os parasitas.
Ada Wong rouba a amostra do parasita Las Plagas de Leon.
• Leon e Ashley fogem da ilha em um jet ski.


02. BSAA

Logo após a aniquilação de Raccoon City, a Umbrella foi atingida com diversas acusações por seu envolvimento no incidente. Mas houve uma organização ainda mais atingida pelo incidente: o Consórcio Farmacêutico Global, uma organização formada de companhias farmacêuticas de todo o mundo.

O desenvolvimento e experimentação de armas biológicas (B.O.W.) da Umbrella, junto com a venda destas armas no mercado negro, fizeram as pessoas deixar de confiar no Consórcio Farmacêutico Global, e o fato da Umbrella ser um dos membros do quadro executivo apenas aumentou suas preocupações.

Se as coisas tivessem terminado aí, o consórcio poderia ter escapado com uma reputação apenas manchada. Mas no mundo de hoje, o medicamento é uma parte essencial para quase todos os procedimentos médicos. O público também é bastante informado quando se trata de quais medicamentos são confiáveis e quais não são. Se a população perde a confiança na companhia farmacêutica responsável por criar certos medicamentos, isso pode rapidamente falir tal companhia.

Os problemas da Umbrella ficaram piores para o consórcio quando promotores apresentaram evidências que incriminavam muitas companhias farmacêuticas.

Os promotores mostraram que a Umbrella havia adquirido medicamentos e técnicas desenvolvidas por outras companhias e as havia empregado em suas próprias pesquisas de armas biológicas. Eles reuniram cada uma das respectivas companhias apenas para desenvolver parcialmente certos medicamentos, assim não levantariam suspeitas pelo que estavam desenvolvendo. As companhias responsáveis, com isso, haviam contribuído inconscientemente para o desenvolvimento de armas biológicas.

Até este ponto no caso, o consórcio via os problemas judiciais como problema da Umbrella. Agora o problema havia sido jogado para cima deles também.

As companhias ligadas à Umbrella encaram a possibilidade de dividir a culpa pelas mortes de centenas de milhares de pessoas inocentes, e se a Umbrella perdesse o caso, eles encarariam a falência também. Mesmo se a Umbrella não fosse considerada culpada por qualquer erro, a publicidade negativa não apenas seria desastrosa nas vendas, mas governos do mundo todo proibiriam que companhias vendessem seus produtos.

A proibição em distribuir seus produtos pelo mundo com certeza arruinaria seus negócios.

As companhias farmacêuticas perceberam que não tinham outra escolha, senão tomar medidas drásticas para conter suas perspectivas ruins.

O consórcio decidiu tentar um acordo com os promotores. Eles dariam todo seu apoio para ajudar no caso contra a Umbrella, nem que tivessem que denunciar documentações internas da companhia. Os promotores do caso, obcecados por ver a queda da Umbrella, concordou em aceitar a ajuda das companhias do consórcio, e em troca eles não levariam adiante processos legais contra elas.

Em 2003, a Umbrella foi considerada culpada por todas as acusações. Com sua queda, o escândalo que atingira a indústria farmacêutica podia finalmente ser enterrado.

Mas o desmantelamento da Umbrella levou a uma situação imprevista.

Na contramão do colapso da Umbrella, B.O.W.s começaram a surgir no mercado negro. As armas foram parar nas mãos de terroristas, de membros de guerrilhas e governos de nações instáveis. Logo, a ameaça dessas B.O.W.s começou a ser sentido em todo o mundo.

Diante de uma nova crise como a da Umbrella, o Consórcio Farmacêutico Global sabia que eles teriam que tomar ações imediatas.

Foi então que a Aliança de Auxílio a Segurança contra o Bioterrorismo (BSAA) foi formada para combater ameaças de armas biológicas.

Durante sua fundação inicial, apenas onze indivíduos da elite faziam parte da BSAA. O trabalho deles era limitado ao de observadores a exércitos e unidades policiais em todo o mundo que conduzia operações de contenção ao bioterrorismo. Infelizmente, o problema do bioterrorismo no mundo era maior do que haviam antecipado, então novas ações foram necessárias para lidar com o problema.

Para tal, passaram a considerar a criação de uma equipe que agisse instantaneamente às ameaças, mas a BSAA ainda era apenas uma organização liderada por civis. Eles não poderiam operar livremente em nações poderosas e, portanto, não podiam conduzir investigações, fazer prisões pertinentes ou mesmo usar da força quando a situação os obrigasse a isso. Estava claro agora que a ameaça de bioterrorismo era agora um problema do mundo todo, e algo teria que ser feito.

A BSAA foi, então, reformada sob jurisdição da Organização das Nações Unidas.

Como equipe de forças especiais controlada pela ONU, a aceitação da BSAA pelos estados membros da ONU era dada como certa.

A verdade foi que apenas 70 por cento dos estados membros aprovaram as atividades da BSAA em seus solos, e o restante dos estados só aprovava as atividades da BSAA em seus países sob condições básicas.

Foi assim que a atual formação da BSAA foi formada.

O quartel-general da BSAA era localizado na Inglaterra, mas detalhes maiores das locações não foram liberados para o público. Como a equipe da BSAA tinha que ser sempre despachada dentro de 12 horas, acreditava-se que eles ficavam situados perto da central de um aeroporto ou de uma base da força aérea. Algumas fontes afirmam que a BSAA tem bases na área sob a jurisdição deles.

A seguir há uma lista de áreas sob a jurisdição das respectivas filiais da BSAA.

Quartéis-Generais Europeus: Europa e Rússia Ocidental
Filial do Oriente Médio: O Oriente Médio e parte da África
Filial da América do Norte: todo o continente Norte-Americano (Chris Redfield está aqui)
Filial da América do Sul: todo o continente Sul-Americano
Filial da África do Norte: a parte ocidental do continente Africano (Sheva Alomar está aqui)
Filial da África do Sul: a parte oriental do continente Africano
Filial do Extremo Oriente: Rússia oriental e os países a leste da Índia
Filial da Oceania: Austrália é o centro das operações na Oceania
(Antártida, onde a base da Umbrella na Antártida era situada, ficou sob jurisdição da Filial da Oceania.)

Cada filial da BSAA tem um número considerável de pessoas em suas equipes táticas, a maioria delas vindas de forças especiais policiais e militares do mundo todo.

A equipe de apoio das equipes também é bem grande, e eles geralmente vêm principalmente de organizações governamentais de diferentes países. Há muitos grupos de especialistas na equipe que oferecem suporte técnico, médico, físico e mental às equipes.

O gerenciamento das equipes da BSAA foi dividido em dois grupos.

O primeiro grupo foi a Unidade de Operações Especiais (SOU). A SOU era sancionada para infiltrar uma área, lutar em combate e prender criminosos. As equipes são geralmente formadas de 12 membros, e cada equipe dividida em três células de quatro homens.

Uma característica especial da SOU é a flexibilidade de seu pessoal durante as operações. Para acertar a escala de uma operação, células de outras equipes são trazidas para uma base regular. Para uma operação de junção específica, havia 70 membros da elite trabalhando juntos.

Dan DeChant é atualmente o líder da Equipe Alpha nesta operação. A equipe é formada de sua equipe padrão junto com outras células de outras equipes. (O termo Equipe Alpha será usado apenas para esta operação.)

Relatórios indicam que por B.O.W.s desconhecidas estarem envolvidas, a eficácia dos métodos da equipe tática para lidar com elas pode ser baixa, e deve-se levar em consideração os pontos fortes que aumentam a eficácia.

Outra parte importante da BSAA é o Agente de Operações Especiais (SOA). Geralmente são chamados de “agentes”, e diferente da SOU, agentes trabalham sozinhos. Os agentes estão a princípio envolvidos em investigações e atividades de espionagem, e como tal, são considerados os olhos e os ouvidos da BSAA. Durante certas operações, pode se tornar difícil para as equipes táticas se infiltrar pela frente, então fica para os agentes encarar as missões.

Durante estes tipos de missões, uma célula de dois homens é a unidade básica necessária para cumprir a operação.

Às vezes, agentes podem ir além da jurisdição da filial da BSAA para cumprir suas missões. Muitos deles são despachados para áreas com atividades ilegais. Esta missão exige o agente Chris Redfield neste papel.

Agentes que trabalham sozinhos são altamente capacitados, e são superiores aos membros da SOU; contudo, agentes não são escolhidos por suas habilidades ou proezas técnicas, mas pelo estado psicológico e aptidão em lidar com as situações. Em habilidades e capacidades de verdade, eles podem ser superados por membros SOU.

A BSAA é uma organização pública sem uma equipe internacional, mas tem a logística de controlar tamanha organização, um fato muito conhecido é o de que muitos de seus fundadores vieram do Consórcio Farmacêutico Global.

Enquanto esta relação tem sido alvo de muitas críticas, o a fundação do consórcio retira os encargos financeiros de nações participantes, e com isso, cobrem gastos não desejados. Quanto ao consórcio, seu patrocínio atua como um serviço necessário de relações públicas da indústria mundial. Por enquanto, este patrocínio tem sido benéfico para todas as partes envolvidas.

Em nota final, os onze membros que fazem parte da BSAA desde o começo são altamente respeitados dentro da organização, e são conhecidos como os Onze Originais. O nome veio dos Sete Originais, que foram os sete astronautas selecionados para o Projeto Mercúrio.

Um dos Onze Originais é Chris Redfield. Um grande número de outros membros dos Onze Originais também trabalha dentro de muitas equipes táticas.


03. Majini

Está listado abaixo o que se sabe atualmente a respeito do parasita Las Plagas:

Apesar de ter sido descoberto recentemente, o parasita Las Plagas ficou selado sob o castelo da família castelã de Ramon Salazar durante muitas gerações.

O parasita se anexa a um hospedeiro humano e é assimilado pelo sistema nervoso central. Humanos infectados perdem todas as faculdades do pensamento racional e ficam inteiramente sujeitos ao controle por outro tipo de Plaga, conhecida como Plaga-controle (geralmente um outro humano infectado). Hospedeiros podem ficar sem a função racional, mas ainda continuam com a inteligência de nível humano, como a habilidade de compreender e se comunicar uns com os outros. Eles também podem usar ferramentas e são surpreendentemente astutos quando trabalham em grupos contra um inimigo.

Leon S. Kennedy documentara seu encontro com estes humanos infectados no Relatório Kennedy. Em seu relatório eles são citados como Ganados.

A presença das Las Plagas nesta missão foi confirmada. Atualmente não se sabe como os parasitas, descobertos na Europa, apareceram na África. Um conhecido contrabandista de armas biológicas, Ricardo Irving, é procurado para ser interrogado sobre este assunto.

Esta informação foi obtida pela Equipe Alpha da BSAA em grande risco pessoal a todos eles. O relatório indica que a amostra das Las Plagas fora extraída da Europa e passara por modificação biológica e genética, criando uma arma biológica mais efetiva e potencialmente perigosa.

Estas Las Plagas modificadas foram classificadas pelos pesquisadores como Plagas Tipo 2. A presença das Plagas Tipo 2 foi confirmada na África por vários relatórios internos.

As características iniciais da infecção são diferentes da infecção do parasita original. As Las Plagas descobertas na Europa foram injetadas em humanos durante a fase óvulo. Elas então atingiriam a maturidade dentro do corpo do hospedeiro até o ponto de assumir o controle do sistema nervoso central do hospedeiro.

Com o Tipo 2, a infecção ocorre com o parasita maduro. Isso exige que o parasita seja injetado oralmente, geralmente sendo forçado diretamente dentro da boca do hospedeiro em potencial.

O resultado observado deste método de infecção é de convulsões musculares extremas e espasmos corporais incontroláveis.

Também é notável que as Las Plagas originais levavam de algumas horas a alguns dias para assimilar o hospedeiro. O Tipo 2 quase não tem tempo de maturação. Nesde ponto, o Tipo 2 é uma arma muito mais efetiva.

Infecções deste tipo já foram testemunhadas por membros da BSAA atualmente na área.

O Tipo 2 assume o sistema nervoso central dos humanos infectados, e incapacita suas faculdades normais de raciocínio. Os hospedeiros infectados se tornam indivíduos à disposição dos que os controlam. (No entanto, para maximizar sua efetividade como arma, a pessoa ou as pessoas que os comanda não precisa possuir uma Plaga-controle para fazer isso.)

Hospedeiros retêm sua inteligência, e as habilidades são dependentes das habilidades inerentes no humano antes da infecção. Funciona da mesma forma com a versão original do parasita Las Plagas.

Especula-se que para aumentar a proliferação da arma, o parasita fora alterado para que seus hospedeiros infectem ativamente outros, para aumentar a quantidade deles.

De acordo com relatórios internos, os hospedeiros do Tipo 2 aparentemente conhecidos como Majini lidam muito bem com armas. Esta palavra vem da língua local e significa “maus espíritos”.

Devido a existência do codinome Tipo 2, presume-se que haja outros tipos numerados subsequentes (por exemplo, Tipo 3 e Tipo 4). Não houve, contudo, confirmação adquirida sobre isso até o momento.


04. Chris Redfield

Neste arquivo está listado um resumo de informações da história geral do agente da BSAA – Chris Redfield – reunidas de várias fontes. As informações aqui listadas não devem ser usadas para análise psicológica do indivíduo.

Chris Redfield iniciou sua carreira militar na Força Aérea dos Estados Unidos.

Possuindo um currículo de serviços repleto de recomendações e ações disciplinares, comandantes descreviam Chris como “determinado”, “possuidor de dedicação incondicional” e como tendo um “alto nível de adaptabilidade”.

Foram estas características que fizeram Chris ganhar asas, mas também foram estas mesmas características que o levaram a conflitos diretos com superiores.

Incapaz de lidar com estas diferenças, Chris se retirou da Força Aérea dos Estados Unidos.

Após se retirar, Chris foi recrutado pelas forças especiais de Raccoon City (S.T.A.R.S.) por suas habilidades superiores com armas de fogo e combates corpo-a-corpo, junto com suas qualificações como piloto de avião e helicóptero.

Ingressando na equipe dos S.T.A.R.S., Chris foi designado como o posicionador (PM) da Equipe Alpha. Como PM, sua tarefa era escoltar e assegurar posições à frente da equipe. Seu dever exigia que fosse não só um bom atirador e lutador, mas também que fosse capaz de unir armamento para o grupo.

Foi nesta área que ele demonstrou a habilidade de lidar com qualquer coisa, de armas pequenas às de grande porte, e a flexibilidade em usá-las conforme a situação exigisse.

A performance de Chris nos S.T.A.R.S. era exemplar. Parecia que ele havia finalmente encontrado seu lugar. Mas o destino tinha outros planos em mente para Chris. Sem o seu conhecimento, o próximo capítulo de sua história seria revelado naquela fatídica noite de Julho de 1998.

As respostas da Equipe Bravo dos S.T.A.R.S. aos relatórios de desaparecimentos nos arredores de Raccoon City abruptamente se transformaram em silêncio. A Equipe Alpha foi mandada para investigar. Pouco depois do helicóptero pousar, eles são atacados por caninos selvagens (conhecidos como a B.O.W. Cerberus), e são forçados a se refugiar em uma mansão nas redondezas.

A mansão era, na verdade, o Complexo de Pesquisas Arklay, da gigante farmacêutica Umbrella. Foi neste complexo que eles desenvolveram armas biológicas e conduziram incontáveis experimentos ilegais. Aqui, Chris e sua parceira, Jill Valentine, foram forçados a combater numerosas B.O.W.s como parte de um plano de pesquisa tático arquitetado por Albert Wesker.

Wesker era comandante dos S.T.A.R.S. e, acima de tudo, o superior de Chris e Jill. Apesar de suas ações terem sido ordenadas pela Umbrella Corporation, Wesker usara sua posição nos S.T.A.R.S. para manipular Chris e Jill. Wesker liberou várias B.O.W.s na mansão para obter dados para seus próprios fins.

Esta tragédia nas Montanhas Arklay ficou conhecida como o Incidente da Mansão, e terminou com Chris e Jill destruindo a criatura chamada Tyrant, com a morte de Wesker e com a destruição do laboratório.

Tendo sobrevivido ao incidente na mansão, Chris imediatamente notificou as autoridades a respeito das atividades da Umbrella, mas todos os seus avisos foram ignorados devido à poderosa influência da Umbrella. Ficando cansado desta opção, ele se prontificou a notificar o governo americano da situação. Esta também, no entanto, se provou sem valor. Ele sabia que atingir tamanha corporação sozinho não seria fácil, e poderia na verdade se tornar fatal, mas no fim, ele não tinha outra escolha.

Com isso, Chris continuou com sua própria investigação. Sem informar sua família de suas intenções, ele logo partiu para a Europa.

Chris queria proteger sua família de quais efeitos negativos que sua investigação podiam causar, mas ironicamente ele trouxe sua família para dentro da cena.

Quando Claire Redfield não conseguiu entrar em contato com seu irmão, ela viajou a Raccoon City para encontrá-lo. Ao chegar na cidade, encontrou a área coberta de terror trazido pelo vazamento do T-Virus.

Naquele cenário de morte e confusão, Claire conheceu Leon S. Kennedy, e juntos eles conseguiram sair da cidade. Após a experiência na cidade, Claire voou para Paris para investigar as atividades da Umbrella na Europa, mas fora capturada e mandada para a Ilha Rockfort.

Quando Chris soube por Leon o que havia acontecido com Claire, ele seguiu para a Ilha Rockfort para libertá-la.

Foi lá que Chris enfrentou acontecimentos desagradáveis.

A Umbrella tinha um complexo de pesquisas na Antártida.

Alexia Ashford ainda estava viva.

Havia um novo vírus chamado T-Veronica.

E o mais surpreendente de tudo, Albert Wesker ainda estava vivo.

O homem por trás do horror no Incidente da Mansão, o ex-comandante de Chris, havia de alguma forma sobrevivido à destruição da mansão.

Mais uma vez, Chris, sem saber, estava envolvido em um dos planos de Wesker, e foi forçado a encarar o homem cujo destino parecia estar interligado com o seu. Chris não era páreo para a força inumana de Wesker, mas a sorte estava ao seu lado naquele dia.

No fogo iminente que consumira a ilha, o conflito de Chris e Wesker foi colocado de lado por um momento.

Com sua destreza reforçada, Chris determinou que não importaria os custos pessoais a ele, a Umbrella cairia.

Passando para 2003, Chris está nos céus da Rússia; sua parceira, Jill Valentine, está ao seu lado.

A este ponto, a Umbrella estava por um fio. Com a destruição de Raccoon City, a companhia começou a enfrentar batalhas judiciais, e suas ações despencaram. Era só uma questão de tempo até a Umbrella colidir.

Foi durante esta época que Chris descobriu os planos da Umbrella em desenvolver um novo tipo de B.O.W..

Chris e Jill obtiveram informação e seguiram para o Laboratório do Cáucaso onde o Plano T-A.L.O.S. eram conduzidos em segredo. Eles iriam se encontrar com uma unidade anti-bioterrorismo e atacar o local.

Não muito depois do incidente, a Umbrella que então parecia intocável, não era mais oficialmente.

A semente que a Umbrella plantara, no entanto, continuava a espalhar tragédia pelo mundo. As B.O.W.s não estavam mais restritas às áreas de conflito, mas eram agora usadas em ataques terroristas contra civis inocentes. Foi neste momento que Chris e Jill ingressaram na BSAA, um grupo dedicado à eliminação destas armas biológicas.

Os dois atravessaram o mundo juntos, parceiros na luta para levar bioterroristas à justiça. A sombra da Umbrella ainda estava grande, como eles logo descobririam.

Quando Chris e Jill foram questionar o fundador da Umbrella, Ozwell E. Spencer, sobre o paradeiro de Wesker, eles foram recebidos pela visão do fundador da Umbrella caído no chão, e a sombra sanguinária de Wesker diante dele.

Este seria o terceiro confronto entre Chris e Wesker.

Desta vez, o confronto terminou em tragédia, quando Jill, não tendo escolha, fez seu último sacrifício para impedir Wesker. Em um último esforço, ela se jogou sobre Wesker e lançou ambos na direção de um precipício. A BSAA procurou o corpo de Jill por três meses, mas nenhum rastro dela foi jamais encontrado.

Após três meses de busca sem sucesso, Jill Valentine foi oficialmente declarada morta pela BSAA.
Ninguém sabe as promessas que Chris fez diante do túmulo vazio de Jill, mas após sua perda, ele redobrou seus esforços para erradicar todas as armas biológicas que pudesse. Inicialmente situado na Filial Norte-Americana da BSAA, suas investigações logo o levaram pelo mundo todo. Ele se envolveu em muitas operações que logo tinha mais missões em seu nome do que qualquer outro membro da BSAA.

Durante uma das investigações, Chris descobriu sobre uma futura negociação de armas biológicas na África em ligação com um homem chamado Ricardo Irving. O nome de Irving vinha se tornando bem freqüente no contrabando de armas biológicas.

Após informar a Filial Africana da BSAA sobre Irving, Chris imediatamente pediu autorização para participar da operação de prender Irving.

As razões pela qual desejava participar desta missão, Chris não comentava. Se ele sabia de alguma informação ou não, isso nunca ficou claro.

Como um dos agentes mais respeitados da BSAA, sua presença nesta operação aumenta muito as chances de sucesso, assim sendo, seu pedido foi aceito.


05. Sheva Alomar

Neste arquivo está listado um resumo de informações da história geral da agente da BSAA – Sheva Alomar – reunidas de várias fontes. As informações aqui listadas não devem ser usadas para análise psicológica do indivíduo.

Sheva Alomar nasceu em uma família de situação precária em uma pequena cidade industrial localizada na África. Esta cidade particular é sede da Usina 57 da Umbrella.

Como na maioria das cidades industrias, a usina era vital para a cidade, trazendo lucros e empregos estáveis para sua população. Quase 80 por cento da população adulta da cidade tinha empregos em algum setor da fábrica, inclusive os pais de Sheva. Apesar do pagamento ser pouco para o padrão da maioria das nações, ele oferecia lucros estáveis ao povo da cidade e uma infância feliz à Sheva.

Contudo, esta felicidade tinha vida curta.

Com oito anos de idade, a vida pacífica de Sheva chegou a um fim abrupto com o som de sirenes vindo da fábrica.

Enquanto as sirenes perfuravam o ar, uma desagradável fumaça preta começava a sair da fábrica.

Mesmo sendo uma criança, Sheva sabia que algo estava terrivelmente errado. Com um pressentimento ruim em seu coração, ela correu na direção da fábrica.

Chegando à fabrica, ela logo encontrou a entrada bloqueada.

No lugar do gentil senhor que costumava ser o guarda da entrada, estavam estranhos adultos com roupas protetoras por todos os lados. Seus rostos escondidos por máscaras. Sheva não conseguia entender o que estava acontecendo.

“Eu percebi anos depois que eles estavam usando roupas protetoras anti-perigo biológico. Eles faziam parte das forças especiais da Umbrella.”

Ela pode não ter entendido naquele momento as vozes abafadas vindas de dentro daquelas máscaras, mas os rifles que apontavam para ela fizeram suas intenções serem mais compreendidas. O país não era um lugar estável, para se começar, e perto de sua cidade residiam membros de uma grande guerrilha de oposição ao governo. Apesar de ser apenas uma criança, Sheva sabia muito bem da violência que freqüentemente acompanhava aqueles com armas.

Os adultos que restaram na vila foram imediatamente executados por estes homens armados.

Sheva não teve o mesmo destino graças à vigilância de um vizinho que conseguiu levá-la de volta para casa de seus pais sem ser notado.

Com isso, teve início a noite mais longa da vida de Sheva. Encolhida de medo, ela só podia esperar e rezar para que seus pais voltassem. A noite passou e um novo dia amanheceu, mas eles ainda não tinham voltado.

Quando a noite do dia seguinte chegou, ela sentira uma presença do lado de fora de sua casa. Incapaz de conter seu alívio e alegria, ela logo se deparou com decepção e confusão.

Diante da porta, não estavam seus parentes correndo para abraçá-la, mas seu tio, com um olhar de choque e terror em seu rosto. Suas palavras destruíram qualquer esperança que lhe restava…

“Seus pais estão mortos. Houve um acidente na fábrica.”

Pegando tudo de valor que tinha na casa, seu tio, então, levou Sheva para viver com sua família. Levando-a para longe do único lar que ela já conhecera.

A vida com seu tio seria curta. A família dele não somente era extremamente pobre, como ele também tinha sete filhos para cuidar. Apesar de Sheva ser parente de sangue, ele nunca a ajudaria se achasse que receberia indenização da fábrica.

Esta indenização nunca chegou. A Umbrella nunca liberou quaisquer pagamentos. E logo, seus tios já não podiam mais alimentá-la.

A vida estava um inferno para Sheva, não bastava estar no limite da fome, ela desejava estar com seus pais novamente. Na desgraça, ela ficou obcecada pela idéia de que eles ainda estavam vivos.

Conforme os dias foram passando, esta crença ficou tão forte a ponto de ela não conseguir pensar em mais nada. Ela sabia que tinha que encontrá-los.

Então, numa noite, em que a luz banhava de prata a savana, Sheva fugiu da casa de seu tio e voltou para sua cidade natal e para a vida que fora roubada dela.

Pensar em seus pais a motivou.

Mas a expansiva savana é um ambiente cruel para alguém tão jovem e pequeno. Durante sua segunda noite, ela começou a sentir os efeitos da desnutrição. Incapaz de encontrar comida, Sheva logo desmaiou.

Uma noite na savana não é nada fácil. O som de animais vagando, bestas uivando para a lua, insetos zumbindo e o sopro do vento seco no gramado. Sheva observou tudo vagamente. Ela havia crescido em uma cidade e não estava acostumada à sua nova vizinhança.

Através da repetição de estranhos ruídos, Sheva captou um som que era muito familiar a ela. Ela ouviu o ronco baixo de um motor e o som de pneus contra a poeira.

Um caminhão parou próximo de Sheva e um estranho saiu do lado do passageiro e falou com ela. Se ela respondeu para ele ou não, ela não consegue se lembrar, mas o homem a pegou e colocou na cama do caminhão.

O homem que encontrou Sheva era membro de uma guerrilha contrária ao governo. Ele a ajudou com comida, abrigo e um lugar para chamar de lar. Infelizmente, para Sheva, esta virada boa vinha acompanhada de notícias ruins.

Ela soube que o incidente na fábrica da Umbrella não foi um acidente. Que a fábrica criava armas biológicas e a Umbrella estava fazendo os testes finais em uma de suas mais novas armas na antiga fábrica.

Os empregados comuns que trabalhavam lá não sabiam o que a Umbrella estava criando de fato, e pagaram com suas vidas, inclusive o pai e a mãe de Sheva…

Após concluir o teste, a Umbrella tomou medidas para cobrir todo o acontecido. Com a ajuda do exército do governo, eles destruíram a fábrica junto com a cidade inteira, apagando totalmente do mapa a cidade que Sheva chamava de lar.

Com esta notícia, Sheva se encheu de ódio. Ela odiava a Umbrella e os culpava pela morte de seus pais, e odiava o governo por ceder às ordens da Umbrella.

Foi neste momento que ela decidiu ingressar na guerrilha e na luta deles contra o governo.

Sheva começou lavando roupa, fazendo as refeições e tomando conta de várias coisas. Apenas depois de alguns anos na guerrilha, ela ganhou sua primeira arma. Ela não gosta de falar sobre sua época na guerrilha. Talvez as memórias sejam muito dolorosas, ou talvez ela tenha muita vergonha do que fez lá.

Uma de suas principais tarefas na guerrilha era seguir até a cidade e comprar suprimentos para o grupo.

Durante sete longos anos, Sheva ficou na guerrilha.

Nesta época ela era uma adolescente, e havia passado a maior parte de suas vida na guerrilha. Talvez, por causa de sua idade, quando ela ia até a cidade, os habitantes nunca suspeitavam que ela fosse uma guerrilheira. Podia ser essa a razão de ela sempre ser a única que mandavam.

Foi em uma dessas ocasiões, enquanto ela estava na cidade, que um homem se aproximou dela. Ele parecia um morador local, mas falava com um sotaque de estrangeiro. Segurando um pedaço de papel e falando com a voz apressada, ele afirmou:

“Leia isto. Se acreditar no que diz, vá até a igreja no beco aos fundos em duas horas.”

Depois de falar estas palavras, ele desapareceu na multidão tão rápido como havia aparecido. Sheva virou o papel em sua mão e seus olhos se fixaram em uma palavra – Umbrella.

Era a mesma companhia farmacêutica cujos interesses egoístas levaram seus pais. Se aquele incidente nunca tivesse acontecido, talvez sua vida tivesse sido diferente.

A mensagem dizia que a guerrilha estava planejando usar armas biológicas para conduzir um ataque terrorista em larga escala que abalaria o governo. A Umbrella faria um acordo com a guerrilha para fornecer a eles as armas biológicas. O homem queria a ajuda de Sheva para impedir que o acordo acontecesse.

A princípio, Sheva pensou que fosse uma armadilha do governo, mas lá no fundo ela sabia que o bilhete falava a verdade. Quando perguntava como ela sabia, dizia o seguinte:

“Meu país foi fortemente influenciado pela França, e muitos oficiais do governo falam em tom francês. Mas este homem era diferente. Eu não sabia de onde era seu sotaque naquele momento, mas de algum modo eu sabia que podia confiar nele.”

Sheva seguiu seus instintos.

Ela foi até a igreja e encontrou dois homens lá.

Um deles havia lhe dado o bilhete mais cedo. O outro vestia um terno sem gravata e dizia ser do governo americano.

O que o homem de terno queria parecia ir direto ao ponto – a prisão do representante da Umbrella. De acordo com o que ele disse, esta pessoa em particular era o elemento chave para causar uma confusão irreparável na Umbrella. Mas para prendê-lo, eles precisavam da ajuda de Sheva. Assim que pegassem o homem, eles não fariam nada a ela e a seus companheiros de guerrilha.

Mesmo se eles não conseguissem prender o homem em questão, eles prometeram jamais entregar a ela e seus colegas às autoridades.

A oferta do homem de terno parecia confiável, mas como ela podia trair aqueles que foram como uma família para ela? O homem parecia entender a aflição de Sheva, então perguntou-lhe uma simples questão: “Você não quer ver a Umbrella ser punida pelo que fez?”

Sheva rapidamente acenou a cabeça.

“Foi por isso que escolhemos você. Mas se você quiser nos ajudar a lutar contra a Umbrella, terá que deixar os que chama de amigos.”

“E então o quê? O que ganho com isso?”

“Olhe à sua volta! Você sabe que esta guerrilha em que está não faz nada para um bem maior. Eles farão qualquer coisa para desestruturar o governo, inclusive coisas que você sabe que são erradas. Ajude-nos, e você poderá finalmente fazer algo de bom pelas pessoas de seu país.”

“E o que faz você pensar que uma menina de 15 anos de idade pode ajudar?”

“Algum dia, você aprenderá que idade pouco importa. A vida de uma pessoa não é definida pela idade, mas pelas escolhas que ela faz. Você tem a chance de lutar por algo aqui que vai além de você, algo que afeta o mundo inteiro. Você consegue mesmo tirar o corpo fora quando tanta coisa está em jogo?”

Sheva nunca esqueceria aquelas palavras…

Três dias depois, a equipe de forças especiais chegou no local onde o acordo estava acontecendo. Sheva deixara a porta do prédio destrancada, e usava um grampo para que a equipe em espera pudesse ouvir o que estava acontecendo.

A operação foi um sucesso. O alvo da Umbrella foi rapidamente preso e levado.

Sheva e os guerrilheiros foram levados para o Consulado Americano, sendo liberados dois dias depois sem acusações, como prometido. Reconhecendo as habilidades de Sheva, ou talvez movido por pena, o homem de terno ofereceu a Sheva a chance de começar uma vida nova na América.

Como não havia mais nada para ela na África, Sheva decidiu aceitar sua oferta.

Pouco depois de chegar na América, a alta inteligência de Sheva se tornou rapidamente aparente. Ela ultrapassara todas e quaisquer expectativas, até mesmo aprendendo inglês em um nível nativo em meros seis meses. Com dois anos após sua chegada nos Estados Unidos, ela ingressou em uma universidade.

Após se formar com altas notas na universidade, seu tutor legal (o homem de terno) sugeriu que ela ingressasse na recentemente formada BSAA, para ajudar outros como ela havia sido ajudada. A Umbrella já havia sido desmantelada há muitos anos, mas Sheva não havia perdido seu ódio contra eles e todos os outros como eles.

Depois de completar seu treinamento básico, ela foi designada para a unidade liderada por Josh Stone. Lá, ela treinou com sua unidade por oito meses, aprendendo tudo que precisaria para saber como sobreviver no campo. Após completar seu treinamento, ela foi escolhida a dedo para se tornar uma agente da BSAA. Ela está atualmente envolvida em operações por todo o mundo.


06. Ricardo Irving

De acordo com registros oficiais, Ricardo Irving é o gerente da refinaria de petróleo do Departamento de Divisão Desenvolvimento de Recursos da Tricell África. Cruel e arrogante, ele possui um insaciável desejo por acumular riquezas. Estas características, somadas com sua iniciativa única para tomar decisões que praticamente o fizeram o agente ideal para negociar as vendas de B.O.W.s no mercado negro.

O dinheiro adquirido destas negociações era, então, investido pela Tricell África na pesquisa e no desenvolvimento de suas armas biológicas. A demonstração destas armas biológicas para clientes é como testes operacionais. Dado o grau de envolvimento de Irving, acredita-se que ele é uma das poucas pessoas cientes do tamanho total do negócio de armas biológicas da Tricell.

As atividades de Irving e sua ligação com a Tricell, no entanto, foram cuidadosamente mantidas em sigilo. Somando a isto, está o fato de que ele é oficialmente empregado na Divisão de Desenvolvimento de Recursos, e não na Divisão Farmacêutica, que patrocina a BSAA.

A Tricell é um conglomerado que abrange transportes, recursos naturais e desenvolvimento, e farmácia. Cada divisão funciona com seu próprio capital e, como tal, podem ser consideradas entidades separadas sob uma companhia em comum. Também digno de observação estão as divisões que existem entre cada uma das filiais da Tricell.

Quando a BSAA descobriu sobre o mais recente acordo de Irving, eles o viram como atividade ilegal conduzida por ele, sem suporte da Tricell. A missão da BSAA, portanto, não era combater as armas biológicas, mas prender traficantes envolvidos em acordos ilegais.

Irving conseguiu tirar proveito desta concepção ao máximo.

Irving fora informado da missão da BSAA, e mudou o local da negociação para uma mina fora da Zona Autônoma de Kijuju (KAZ). Quando uma equipe da BSAA chegou no local que pensavam ser o da negociação dentro da KAZ, acabaram entrando em uma armadilha.

Antes mesmo da chegada da equipe, a versão melhorada das Las Plagas fora liberada sobre a população da cidade, transformando a maior parte em Majinis.

Esta evidência foi adquirida pela Equipe Alpha e mais tarde confirmada por dados recuperados pela equipe de apoio (Chris Redfield e Sheva Alomar) antes da negociação de Irving.

Parece que uma amostra do Vírus Uroboros também foi liberada com a chegada da Equipe Alpha e foi responsável pela eliminação da equipe de Dan DeChant.

Irving não levou em conta que Uroboros acabaria sendo derrotado pelos agentes Redfield e Alomar, nem que aquele disco e seus dados seriam recolhidos. Os dados obtidos do disco permitiram que os dois agentes seguissem para o verdadeiro local da transação de Irving – a mina.

Quando ele se deparou pela realidade de que seu plano havia falhado, Irving foi forçado a tomar as seguintes ações.

Primeiro, entrou em contato com seus parceiros na transação e exigiu que fosse adiada. A partir disto, ele foi até a mina buscar os documentos e materiais importantes para a transação. Foi então que Redfield e Alomar o encontraram.

Contudo, era óbvio que ele tinha um plano secundário caso algo desse errado.

Irving escapou graças à ajuda de uma figura encapuzada à espreita. Os dois agentes acabaram tendo que lutar contra Popokarimu (uma B.O.W. semelhante a um morcego) que originalmente seria usado na transação.

Cogita-se que Irving liberara esta B.O.W. contra os agentes em retaliação por arruinarem a transação, e não para auxiliar em sua fuga.

Tornava-se aparente, neste ponto, que a estabilidade mental de Irving estava em questão. Se seu comportamento irracional viera à tona com a interferência dos agentes ou se o estresse em alta só revelaram suas verdadeiras tendências, não se sabe.

A situação de Irving, no entanto, sucumbiria ainda mais.

Após escapar da mina, ele logo foi encontrado pelo Capitão Josh Stone da Equipe Delta dentro do KAZ. Para escapar, Irving liberou o Ndesu (confirma-se que fora baseado na B.O.W. El Gigante usada na Europa). A frustração de perder duas B.O.W.s grandes e valiosas em tão pouco tempo devem ter sido sentidas pelo avarento Irving.

Após chegar à conclusão de que não havia mais nada que pudesse fazer, Irving planejou fugir com o dinheiro que acumulara, mas logo foi impedido pela figura encapuzada, que lhe forneceu uma seringa contendo Las Plagas. Este deveria ser seu castigo por ter falhado. Ele devia administrar a dose em si mesmo para lutar contra os dois agentes.

Esta seringa continha uma variante das Las Plagas conhecida como Plaga-controle.

De acordo com a inteligência da BSAA, o uso da Plaga-controle fora documentado por Leon S. Kennedy na Europa. A Plaga-controle difere da forma comum por não tirar a capacidade racional do hospedeiro. Outra diferença é a de que causa extremas transformações no hospedeiro. Com tal, hospedeiros da Plaga-controle devem se resignar a nunca mais viver uma vida humana novamente.

Em um último ato desesperado, Irving detonou a refinaria de petróleo, mas infelizmente para ele, a refinaria estava praticamente seca naquele momento, o que limitou o tamanho da explosão. Sua esperança era de que ele pudesse destruir todas as provas incriminadoras e matar os agentes Redfield e Alomar, assim ele não precisaria usar a Plaga-controle.

Irving não teve outra escolha, senão administrar a injeção em si mesmo, sofrendo uma imensa e rápida transformação. Mas até mesmo o poder que adquirira da transformação não o ajudou, e ele teve seu fim pelas mãos dos dois agentes.


07. Tribo Ndipaya

Os Ndipaya vivem em uma região florestal única nas regiões úmidas. Suas técnicas avançadas de arquitetura são usadas em todo o mundo para consertar e manter muitas ruínas antigas prejudicadas.

É assim que o mundo conhece os Ndipaya.

Mas os Ndipaya possuem um segredo que não desejam compartilhar com o resto do mundo: que as ruínas antigas do Reino dos Ndipaya ficam embaixo de suas terras.

Em tempos remotos, os arredores estavam todos sob o controle do soberano do Reino Ndipaya e a cidade de ruínas era o centro daquela monarquia.

Atenção especial deve ser dada ao modo como o rei era escolhido. Apesar dos Ndipaya serem uma monarquia, o rei não era escolhido pelo direito do nascimento, mas pelas habilidades e qualidades que apresentava durante certa cerimônia obrigatória. Esta cerimônia utilizava uma planta especial que crescia no Jardim do Sol, na parte mais profunda da cidade real.

Esta planta era conhecida como Escadaria para o Sol (Stairway to the Sun).

A Escadaria para o Sol era uma planta extremamente venenosa, e seus efeitos eram fatais se consumida. Contudo, alguns indivíduos possuíam uma resistência natural ao veneno.

O povo Ndipaya acreditava que um homem que pudesse controlar os efeitos do veneno estava destinado a se tornar rei.

(Há vestígios de que esta cerimônia ainda é conduzida uma vez por ano pelos Ndipaya pela contínua paz dos espíritos de seus antepassados.)

Mesmo com uma resistência natural, encontrar um indivíduo que conseguisse sobreviver à ingestão do poderoso veneno era uma raridade. O povo Ndipaya dizia que tal homem reinava como rei por centenas de anos. Se esta lenda é verdadeira, não se sabe ao certo atualmente.

O que se sabe é que este reino um dia próspero caiu em decadência e foi finalmente abandonado pelo povo Ndipaya.

Ninguém sabe o que fez os Ndipaya abandonarem sua cidade e irem para as regiões úmidas. Qualquer informação sobre este assunto vem de tradições orais e boatos, o que obviamente leva a discutir a veracidade da informação.

O que se sabe, na verdade, é que depois de deixarem a cidade, os Ndipaya o viam como um solo sagrado, e prometiam manter sua existência escondida de intrusos.

Todos os homens Ndipaya de idades entre os treze e vinte e cinco anos devem passar dois anos na cidade para vigiá-la e protegê-la.

Foi através de sua vigilância contínua que a existência desta grande cidade foi mantida sem ser descoberta pelo mundo exterior.

Houve, no entanto, um caso de intrusos que descobriram a cidade secreta. Na década de 1960, uma corporação chegou à cidade sagrada para procurar a planta usada em suas cerimônias e levá-la à força.

Os Ndipaya resistiram fortemente à invasão na região. Em tempos de paz, os Ndipaya são construtores de grande renome, mas quando é necessário entrar em guerra, eles se tornam guerreiros robustos. Esta adaptabilidade é a essência dos Ndipaya.

Suas proezas físicas em batalha são sua melhor arma, e eles a usavam para lutar bravamente. Porém, eles foram derrotados pelas vantagens tecnológicas dos inimigos.

(Durante esta época, muitos dos jovens Ndipaya consumiram a planta numa tentativa de afastar os invasores.)

No final, os Ndipaya foram forçados a ceder a área do Jardim do Sol, e sucumbir ao controle da corporação.

Mas os Ndipaya não haviam perdido a esperança de um dia recuperar sua terra sagrada e voltar a ter sua extinta glória.


08. U-8

U-8 é o nome de uma B.O.W. criada de um projeto de desenvolvimento de armas envolvendo Las Plagas.

A criatura é composta de DNA refinado de múltiplos organismos, mais especificamente o DNA da reunião de organismos. As alterações no aspecto da criatura se refletem em sua coloração escura.

A carapaça tem uma solidez disforme, e mostrou-se resistente a golpes diretos em testes.

Esta criatura gigante tem outra característica especial em sua forma.

O U-8 tem aproximadamente dez metros de altura, e suas patas curvadas chegam a até três metros de comprimento, sendo usadas como arma em combates de perto. Estes ataques com as patas não são muito rápidos, mas são fortes o suficiente para perfurar a blindagem de um tanque.

B.O.W.s voadoras vivem na região do abdômen do U-8, originalmente para a maturação de ovos em um espécime inalterado. Estas B.O.W.s voadoras não são larvas do U-8, mas criaturas inteiramente diferentes.

Em uma batalha de curta distância, um contra um, U-8 é um adversário incrivelmente poderoso, mas quando se trata de combater mais de um oponente, seu grande tamanho se torna um problema.

Sua grandeza considerável também o torna vulnerável a ataques de longa distância. Para compensar sua fraqueza, ele usa as B.O.W.s voadoras da mesma forma como os porta-aviões usam caças.

Alguns considerariam o U-8 como uma máquina de luta impecável, mas ele tem suas falhas.

O tamanho do U-8 pode ser um incômodo porque exige quantidades massivas de suplementos para manter sua funcionalidade. Como tal, o U-8 não é apropriado para missões de longo prazo.

De acordo com a informação comercial da Tricell, o U-8 é mais efetivo como segurança de um complexo ou quando usado em ataques de tempo limitado.

(Antes, ele pode ser usado em um ataque ofensivo, devendo-se considerar os meios de transporte do U-8 e seu destino.)

Além disso, o U-8 alcança um grande tamanho muito rapidamente, e isto traz imperfeições à sua carapaça. Estas imperfeições são limitadas a uma certa região da carapaça, mas um ataque direto nesta região danificará severamente o U-8.

Mesmo com estas falhas, a funcionalidade do U-8, sua efetividade em combate e a relativa facilidade em controlá-lo o tornam popular no mercado negro.

Registros indicam que Ricardo Irving vendeu uma grande quantidade tanto do original U-8 e sua versão aperfeiçoada, o U-8 Prime (que tem uma carapaça multicamadas para proteção extra, junto com uma casca protegendo as áreas antes expostas).

Havia planos de criar um U-8 mais leve e rápido, que pudesse manter sua funcionalidade por períodos maiores, mas isto resultou em uma diminuição de suas capacidades defensivas. Este plano parece ter sido abandonado.
Chris Redfield e Sheva Alomar relataram imperfeições na carapaça do U-8 que enfrentaram, então se suspeita que fosse um modelo dos originais.

Observe que o “U” em U-8 não significa “Uroboros”, e sim “Último/Supremo”.


09. Tricell

A Tricell é uma organização que possui divisões de transporte, desenvolvimento de recursos naturais e farmácia.

A história da Tricell data do período conhecido como Época da Exploração. A antepassada da Tricell foi a Travis Trading, uma companhia comandada pelo comerciante milionário europeu Thomas Travis.

Esta companhia obteve grandes lucros de negociações expansivas com o Oriente, e preparou o terreno para o que se tornaria a divisão de transportes da Tricell.

Travis Trading entrou no século 19 como uma bem sucedida companhia de negócios.

Na década de 1800, Henry Travis, o mais jovem de sete irmãos, investiu a maior parte de sua fortuna na exploração da África.

Durante este período, a façanha de exploradores como David Livingstone estava criando um alvoroço nos jornais da época. A expedição de Henry foi inspirada por estas notícias, e sua decisão era ter grande impacto no futuro da Travis Trading.

Henry fez cinco expedições no continente africano para explorar todas as suas regiões. Os fundos extensivos da família Travis permitiram que ele continuasse sua pesquisa na África mesmo nos tempos em que os resultados não eram vindouros.

Após sua quinta e última expedição na África, Henry Travis voltou para seu país 34 anos depois de sair de lá pela primeira vez.

Henry compilou os registros de suas expedições em um conjunto impressionante de 72 volumes intitulado “Pesquisa da História Natural”. Estes livros traziam tudo sobre os animais, as plantas, os insetos, os minerais e a topografia dos habitantes nativos e sua cultura, história e tradições. Estes livros também continham grandes registros detalhando o folclore de vários povos por todo o continente. Era uma verdadeira enciclopédia sobre o continente africano.

A pesquisa de Henry foi publicada completa, mas seus detalhes meticulosos eram vistos como produtos de sua licença criativa e de uma imaginação exagerada. Os livros eram fortemente descreditados pela comunidade científica. Considerados como itens novelescos, apenas algumas poucas cópias da série inteira foram publicadas.

O choque por ter sido repelido pela comunidade científica levou Henry a um estado de depressão profunda. Ele faleceu apenas dois anos depois de seu retorno da África.

Acredita-se atualmente que o chefe da Travis Trading naquele momento (o irmão mais velho de Henry) espalhara de propósito o rumor de que os livros de Henry não passavam de ficção.
A hipótese para ele ter feito isso era porque queria que a Travis Trading fosse a única companhia a tirar proveito da informação contida nestes livros.

O interesse particular estava na informação tipográfica contida entre os volumes 17 e 24.

No final do século 19, a Travis Trading começou a explorar os recursos minerais da África. Por todo o continente, a companhia escavava atrás de metais preciosos e a descoberta/desenvolvimento de campos de petróleo e gás natural. Enquanto isso, os lucros da companhia continuavam aumentando. Estas operações formaram a base da divisão de desenvolvimento de recursos naturais da Tricell.

A Travis Trading criou raízes na África, e no início da metade do século 20, eles começaram a coletar ativamente amostras de plantas, animais e insetos.

Os livros de Henry eram o instrumento que guiava estas buscas.

Os espécimes coletados foram usados em pesquisa farmacêutica, e pouco depois esta pesquisa trouxe sucesso comercial e a subseqüente fundação da divisão farmacêutica da Tricell.

A Travis Trading era a base da divisão de transporte.

A divisão de desenvolvimento de recursos naturais nasceu da informação contida nos diários de Henry.

Os espécimes obtidos na fauna da África foram usados para criar a divisão farmacêutica independente.

Na década de 1960, estas três divisões da Traving Trading foram estabilizadas, e formaram um conglomerado sob o nome Tricell.

A Família Travis, no entanto, não foram os únicos privilegiados a ter ciência do diário de Henry.

O fundador da Umbrella, Ozwell E. Spencer, estava interessado no folclore registrado neles. Tinha interesse particular nos registros dos rituais dos Ndipaya. Spencer acreditava que a flor usada em seus rituais trazia importância, e isto definitivamente levou ao descobrimento do vírus Progenitor.


10. Jill Valentine

Neste arquivo está listado um resumo de informações da história geral da agente da BSAA – Jill Valentine – reunidas de várias fontes. As informações aqui listadas não devem ser usadas para análise psicológica do indivíduo.

Quando surge uma situação de crise, poucos soldados se diferenciam ao nível de Jill Valentine. Ela é proficiente no uso de várias armas de fogo, é mestre em destrancar fechaduras e é habilidosa em desarmar explosivos.

Os talentos de Jill fazem dela um componente integral em qualquer força de combate.

Assim como Chris Redfield, Jill era membro da Equipe Alpha dos S.T.A.R.S.. Ela também esteve envolvida na tragédia do Complexo de Pesquisas de Arklay (também conhecido como o “Incidente da Mansão”). Durante o incidente, Jill e Chris trabalharam separadamente, mas juntos descobriram a verdade por trás do complexo.

Eles descobriram que Barry Burton não era realmente um traidor, mas estava sendo controlado por Albert Wesker, Capitão da Equipe Alpha. Além dos planos de Wesker, eles também descobriram que a razão da epidemia zumbi foi o vazamento do T-Virus, e que a Umbrella era mais do que uma companhia farmacêutica comum.

O que Jill descobriu no Complexo de Pesquisas de Arklay teria reflexos profundos pelo resto de sua vida.

Em seguida ao seu retorno da mansão, Chris e Jill tentaram informar as autoridades sobre as atividades da Umbrella. Com todas as suas boas intenções, eles não viram ninguém levantar qualquer investigação oficial contra a companhia.

Desapontados com a falta de resposta, os dois resolveram investigar a Umbrella sozinhos. Eles concentraram suas forças na base principal de operações da Umbrella na Europa. Com um dos membros dos S.T.A.R.S. encarregado de proteger Raccoon City, Jill escolheu permanecer na cidade por um tempo e investigar o complexo de pesquisas da Umbrella de lá antes de se encontrar com Chris na Europa.

Esta decisão a levou a se envolver no incidente em Raccoon City.

Durante a investigação, ratos infectados com o T-Virus do Complexo de Pesquisas de Arklay começaram a espalhar o vírus pela cidade. O vírus se espalhou rapidamente, infectando a maioria dos habitantes. A Umbrella, a responsável por trás do incidente, reagiu prontamente.

A Umbrella enviou o seu Serviço de Medidas contra Perigo Biológico (U.B.C.S.) para lidar com a situação, e também enviou a arma biológica Nemesis Tipo T para eliminar qualquer membro sobrevivente dos S.T.A.R.S., o que a Umbrella considerava uma ameaça.

Jill tentou escapar de Raccoon City o tempo todo sendo perseguida pelo Nemesis Tipo T. Durante este tempo, ela encontrou um membro da equipe U.B.C.S., Carlos Oliveira.

Carlos alega que sua equipe estava em uma missão de resgate para salvar quaisquer sobreviventes de Raccoon City. Não tendo razão para duvidar do propósito da missão, ele propõe ajudar Jill a fugir. Jill, por outro lado, tinha suas dúvidas. Contudo, a situação havia atingido proporções críticas e Jill não tinha mais tempo.

O Governo Americano estava planejando conter que o vírus se espalhasse lançando um míssil na cidade, chamando de Operação: Bacillus Terminate. Quando Jill acabou sendo contaminada com o T-Virus pelo Nemesis Tipo T, ela se desesperou por talvez não conseguir sair com vida.

Felizmente para ela, Carlos estava lá para ajudar.

Carlos obteve uma cura para a infecção do T-Virus e a deu para Jill. Após sua recuperação, ela se uniu a Carlos e eles conseguiram escapar de Raccoon City.

Em 2003, após a operação T-A.L.O.S., Jill e Chris se tornaram dois dos onze membros originais fundadores da BSAA, e se juntou a eles na luta contra armas biológicas e bioterrorismo pelo mundo.

Chris e Jill impediram armas biológicas na Ásia, destruíram laboratórios de armas biológicas na América do Sul, prenderam traficantes na Europa e patrulharam o mundo numa tentativa de erradicar todas as armas biológicas. Apesar de suas atividades, mesmo tendo suspeitas de que havia dedos da Umbrella envolvidos nisso, eles nunca tiveram provas concretas.

Estes dedos, no entanto, acabariam ligados às mãos do fundador da Umbrella, Ozwell E. Spencer.

A dupla recebeu informações do paradeiro de Spencer e foi atrás dele apenas para acabar encontrando o antigo capitão e inimigo odiado, Albert Wesker. Ao ver o corpo dilacerado de Spencer no chão, os dois mudaram seus planos para prender Wesker em seu lugar.

Em uma luta de dois contra um, Chris e Jill teriam a vantagem, mas a força e agilidade de Wesker iam bem além da de qualquer humano normal. Mesmo com todo seu treinamento, Jill e Chris não eram páreo para Wesker.

Quando Wesker estava prestes a acabar com a vida de Chris, Jill fez um último sacrifício. Jogando-se contra Wesker, ela atirou a si mesma e a ela da janela, na direção de um penhasco.

Chris nada podia fazer enquanto observava sua parceira cair para a morte.

A BSAA lançou uma operação de busca em total escala, mas nem o corpo de Jill e nem seus objetos pessoais jamais foram recuperados.

Em 23 de Novembro de 2006, Jill Valentine foi oficialmente declarada como morta, e seu nome foi adicionado à lista de membros da BSAA que morreram em serviço.

Mas a história de Jill não terminava aí.

A queda não matou Jill e nem Wesker. Apesar de gravemente ferida e inconsciente, Jill foi salva por Wesker. Depois de dar o tratamento médico que ela precisava, ele a colocou em um sono criogênico. Assim que o Plano Uroboros estivesse finalizado, Wesker pretendia usá-la como a primeira cobaia de testes.

Este era o modo de Wesker de realizar sua vingança.

Felizmente para Jill, a sorte estava de seu lado.

O aparelho que monitorava seus sinais vitais detectou algumas anormalidades. Algo estava acontecendo dentro do corpo de Jill, e a curiosidade de Wesker se acendeu. Investigações posteriores mostraram que uma forma mutada do T-Virus ainda estava dentro de seu corpo. Era um resquício de sua infecção em Raccoon City.

A cura que ela recebera deveria ter erradicado todos os traços do vírus de seu corpo, mas ao invés disso causou que o vírus fosse colocado em um estado de dormência. Seu período prolongado em sono criogênico de alguma forma reativou o vírus.

Pouco depois de ser reativado, o T-Virus desapareceu completamente de seu corpo, mas deixou outra coisa em seu lugar. Wesker descobriu que o corpo de Jill continha agora anticorpos poderosos ao vírus.

Durante todos estes anos, o T-Virus que estava dentro de seu corpo o forçava a desenvolver um sistema de defesa que nada mais era que miraculoso.

Esta descoberta mais tarde auxiliaria as ambições de Wesker.

O desenvolvimento do Vírus Uroboros, a peça central do Plano Uroboros, havia se mostrado bastante complexo.

O Vírus Uroboros desenvolvido da flor do Progenitor se revelara muito venenoso nos humanos para ser usado. Ao invés de passar ao próximo passo na evolução humana, ele causaria apenas morte.

Wesker teorizou que usar os anticorpos de Jill pudesse deixar o vírus menos venenoso. Ele manteve Jill viva unicamente para produzir anticorpos para sua pesquisa.

Jill, que odiava armas biológicas e havia devotado sua vida a erradicá-las, estava ironicamente sendo usada para desenvolver a mais terrível arma biológica de todas.

Depois de muita pesquisa e experiências, Wesker finalmente aperfeiçoou o Vírus Uroboros. A participação de Jill em seu desenvolvimento significava que ela não era mais uma cobaia apropriada. Anticorpos puros e não adulterados com alta resistência ao vírus habitavam seu corpo.

Wesker decidiu que encontraria um uso adequado para ela em outro lugar.

Durante a pesquisa no vírus Progenitor, uma substância química extra foi descoberta. Os pesquisadores se referiam a ela simplesmente como P30. Quando administrado em cobaias, ele lhe dava não apenas força sobre-humana, mas também as deixava suscetível ao controle.

O P30 era um otimizador de desempenho.

O objetivo do Plano Uroboros era criar uma nova raça de humanos, então a utilização do P30 neste plano era inconsequente. Todavia, por enquanto, podia ser vendido como um produto e criar fundos adicionais.

A pesquisa de criação de soldados poderosos que não resistiam a ordens era feita simultaneamente com Las Plagas e o P30. Infelizmente, a conclusão teve um problema severo.

Os efeitos do P30 só duravam por um curto período de tempo.

Uma dose do P30 era metabolizada e expelida do corpo rapidamente, exigindo administração da droga em intervalos freqüentes. Isso arruinava grandemente a viabilidade de tal produto como um otimizador de desempenho a longo prazo. A única solução para tal problema era anexar um dispositivo ao indivíduo, que administraria continuamente a droga.

Mesmo os efeitos do P30 sendo breves, ainda era uma droga poderosa e efetiva.

Os efeitos de administração contínua não foram testados, então, para pesquisar no futuro este aspecto, um dispositivo foi anexado à Jill.

Um dispositivo externo foi anexado ao peito de Jill, que administraria continuamente a droga em seu corpo. Com seu livre arbítrio sendo constantemente usurpado, ela se tornou uma serva de Excella e Wesker até Chris e Sheva destruírem o dispositivo de administração.


11. Excella Gionne

A família Gionne é bem conhecida e respeitada por toda a Europa por seus negócios bem sucedidos de importação-exportação. Sua avó, sendo da família Travis, os fundadores da Tricell, beneficiara Excella com uma linhagem nobre e bastante renomada. Abençoada com uma beleza de modelo e criada em família aristocrática, isso a levou a ser o centro das atenções, especialmente entre os homens.

Mas não foram nem a aparência de Excella e nem seu histórico familiar que a colocaram onde ela estava hoje.

Dotada de um alto intelecto e tendo herdado de seu pai o jeito para os negócios, Excella rapidamente terminou a escola e ingressou muito jovem em uma faculdade. Lá, ela se formou em engenharia genética e seus talentos foram reconhecidos pela família de sua avó. Devido ao seu parentesco, ela conseguiu entrar para a divisão farmacêutica da Tricell aos dezoito anos de idade.

Apesar de ser membro da família fundadora da Tricell, ela ainda era uma Gionne, uma ramificação da família Travis. Mesmo com toda a equipe de pesquisadores à disposição da Tricell, ela só tinha um.

Excella viu esta atitude como um insulto.

Enquanto ainda se sentia indignada diante desta afronta, Wesker se aproximou dela.

Os interesses de Wesker em Excella foram despertados por sua inteligência e caráter. Foi neste momento que ele forneceu a ela toda a informação que tinha relacionada ao T-Virus e outras pesquisas. Excella agora estava armada com as ferramentas necessárias para fazer os avanços que desejava em sua carreira.

Ela usou a informação e a tecnologia que obterá de Wesker para alavancar exponencialmente a divisão de armas biológicas da Tricell.

Em uma virada do destino para a Tricell, a Umbrella, que anteriormente havia dominado o mercado de armas biológicas, caíra em falência, aumentando grandemente a influência da Tricell nesta área.

Graças aos esforços de Excella em expandir a divisão de mercado da Tricell, deram-lhe mais voz dentro da companhia. Pouco depois, ela estava tomando decisões importantes que afetariam o destino das divisões farmacêuticas.

Tudo saíra precisamente como Wesker planejara.

Excella, então, virou seu olhar para a posição de chefe executiva da Divisão Africana da Tricell. Seu uso habilidoso de bajulação e intimidação logo a colocaram na poderosa posição.

Acredita-se agora que fora Wesker quem sugeriu a Excella comandar a Tricell África. Ele explorou seu interesse romântico nele, e conseguiu usar tanto ela quanto a Tricell África para seu futuro Plano Uroboros.

A primeira ordem de Excella como chefe executiva da Tricell África foi a de restaurar o complexo abandonada de pesquisas da Umbrella na África. Como era a base onde a pesquisa do vírus Progenitor estava sendo feita, o seu uso na finalização do Plano Uroboros era essencial.

Após a restauração do complexo, Ricardo Irving foi encarregado de vender armas biológicas para manter fundos para a pesquisa que estava sendo conduzida do vírus Uroboros.

Com o Plano Uroboros perto de estar completo, Excella começou a se visualizar como a rainha da nova ordem mundial que viria com a execução do plano. Infelizmente para ela, esses sonhos foram interrompidos quando o homem que seria seu rei injetou nela o vírus Uroboros.


12. Albert Wesker

O Incidente da Mansão. A tragédia de Raccoon City. A Ilha Rockfort. O Complexo de Pesquisas da Umbrella na Antártida, e o Complexo de Pesquisa da Umbrella no Cáucaso, na Rússia. O seqüestro da filha do presidente dos EUA. Um homem esteve envolvido tanto direta quanto indiretamente em cada um destes incidentes – Albert Wesker.

A motivação por trás de todas as ações de Wesker pode ser encontrada no atual incidente na África.

Wesker já obtivera amostra de vários organismos e vírus, incluindo o T-Virus, o G-Virus, o vírus T-Veronica, e as Las Plagas. Todos eles foram recebidos com entusiasmo pelas antigas companhias rivais da Umbrella, que o compensaram grandemente por cada um. Com riqueza, poder e glória, Wesker parecia ter tudo que uma pessoa podia querer.

Wesker, no entanto, não estava interessado em ganhos materiais.

Uma sensação muito familiar de ansiedade continuava a tomar conta dele. A fonte deste desassossego era o fundador da Umbrella, Ozwell E. Spencer.

Durante seu tempo na Umbrella, Wesker nunca conseguira saber quais eram as verdadeiras intenções de Spencer. Os fundos extensivos de pesquisas com armas biológicas eram desconhecidos no ramo.

A razão toda em produzir armas biológicas era que podia ser feito de forma relativamente barata quando combinada com um sistema de entrega de armas normais.

Os investimentos extremos de Spencer em armas biológicas (B.O.W.s) pareciam desnecessários. Por que Spencer precisaria de armas biológicas, primeiramente? Para encontrar a resposta para esta pergunta, Wesker entrou para o Departamento de Informações da Umbrella.

Mesmo após a queda da Umbrella, essas dúvidas continuavam a assombrar Wesker.

Para encontrar a resposta que precisava, Wesker começou a procurar por Spencer. O único problema era que mesmo antes da dissolução da Umbrella, Spencer havia deixado as operações diárias da Umbrella. Wesker teve que usar todos os recursos à sua disposição – todo o seu tempo, dinheiro e contatos. Por fim, ele teve certeza do paradeiro de muito tempo de Spencer.

Na primeira noite de outono, enquanto trovões e raios surgiam nos céus, Wesker chegou ao antigo castelo na Europa onde Spencer residia. Wesker esperava que o velho homem estivesse surpreso com sua presença, mas em vez disso, os velhos olhos gastos de Spencer se iluminaram com uma satisfação sombria enquanto falou:

“Você voltou…”

As palavras mal audíveis em meio a sua risada com tosses.

Se Wesker tinha suas dúvidas sobre Spencer antes, ele nem sabia o que fazer com ele agora. Ele só sabia naquele momento que velho homem aparentemente fraco estivera no controle de tudo que ele conhecia sobre a Umbrella. Até mesmo as próprias ações de Wesker através dos anos fora controlada e manipulada por este velho decrépito.

Com esta súbita percepção, Wesker agora sabia a fonte de sua ansiedade durante todos aqueles anos.

Parecendo ler os pensamentos de Wesker, Spencer revelou tudo a ele.

O desenvolvimento de armas biológicas era apenas um meio de atingir seu verdadeiro objetivo – a evolução forçada da humanidade através de vírus.

Seria o fim da atual forma humana e o nascimento de uma nova raça superior de humanos. Com esta nova raça, ele construiria sua Utopia, com ele mesmo como um Deus na Terra.

Para realizar este sonho, ele precisaria de três coisas:

1. O Vírus Progenitor

Sem este componente chave, seus sonhos não seriam mais do que idéias abstratas. Assim que descobrira o vírus Progenitor, teria a base sobre a qual todos seus planos subseqüentes seriam construídos.

2. A Corporação Umbrella

A criação de armas biológicas era o método perfeito de conduzir sua pesquisa do vírus Progenitor. Quaisquer lucros vindos da pesquisa da Umbrella eram secundários ao seu verdadeiro objetivo.

A terceira coisa que Spencer precisava em sua grande visão era do próprio Wesker. Spencer sabia do que precisava para sua Utopia. Ele também sabia que precisaria de uma nova raça de humanos. Mas como seria esta nova espécie de humanos?

O vírus Progenitor realizaria seleção natural sobre a população. Esta era a premissa fundamental por trás do plano de Spencer. Mas se a nova raça de humanos trazida por ele deste processo de seleção não se dispusesse a compartilhar de sua visão, então haveria complicações alheias à sua vontade.

Este estágio forçado de evolução daria aos humanos sobreviventes mais força e inteligência, mas isto não afetaria a inteligência, a lógica ou o caráter geral de uma pessoa. Se quaisquer indivíduos insolentes ou indesejáveis sobrevivesse para fazer parte desta nova raça, seria um empecilho para a Utopia de Spencer. Spencer não queria ter sua visão manchada, então bolou um plano para garantir que isso não aconteceria.

Este plano foi chamado de Plano Wesker, que fora nomeado pelo pesquisador-chefe da época.

De acordo com este plano, centenas de crianças nascidas de pais com intelecto superior, de todas as nacionalidades, seriam coletadas.

Se seu conhecimento, lógica e determinação não pudessem ser alterados por manipulação genética, então o próprio Spencer inseriria estes valores nestas crianças pelos meios que achasse necessários.

A todas estas crianças foi dado o sobrenome Wesker, e após finalização de sua doutrinação/manipulação, elas seriam colocadas em ambientes controlados em vários locais do mundo, sob o olhar atento da Umbrella.

As crianças em si não podiam saber que estavam sendo monitoradas. Com o auxílio da Umbrella, todas elas receberam a melhor educação disponível na área que desejassem.

Depois de alguns anos, uma criança que se mostrou promissora em particular foi enviada para Complexo de Treinamento da Umbrella em Raccoon City. O nome desta criança Wesker era Albert.

Spencer ficava bastante satisfeito com todas as ações de Wesker, e se as outras crianças Wesker fossem como ele, Spencer teria apenas indivíduos qualificados para sua nova raça de humanos.

Spencer, então, deu início à segunda fase de seu plano.

Em todas as crianças Wesker seria administrado um vírus experimental.

Este vírus seria administrado para selecionar as crianças Wesker mais dotadas.

Alguns tomaram o vírus por recomendação de um amigo; outros tomaram o vírus como parte de tratamento médico; e outros ainda foram forçados a tomá-lo.

Com Albert Wesker não foi diferente. Seu colega, William Birkin, deu a ele o vírus experimental, e ele o tomou sozinho.

Este processo de seleção parecia ser um tanto quanto seletivo demais.

A maioria das crianças Wesker morreu, deixando apenas alguns poucos sobreviventes. Albert Wesker foi um destes sobreviventes. E ele desapareceu pouco depois.

Spencer não estava preocupado com este resultado. Havia um dispositivo contra falhas anexado a cada Wesker – a existência de Spencer.

Este era o desconforto que Albert sentira durante toda sua vida. Todas as crianças Wesker estavam programadas para procurar Spencer, o que se manifestava como uma inquietação constante dentro de cada indivíduo. Justamente como Spencer havia previsto, Albert logo veio até ele.

Infelizmente, Spencer errara nos cálculos. Seu sistema contra falhas só funcionava enquanto permanecesse um mistério. Assim que o mistério fosse revelado, Wesker não precisaria mais se conter. Tudo o que impedia Wesker era um velho decrépito com o pé na sepultura.

“O direito de ser um Deus… Este direito agora é meu.”

Com estas palavras, Wesker quebrava as correntes que o prendiam a Spencer.

Foi apenas coincidência seus ex-subordinados Chris Redfield e Jill Valentine chegarem à mansão de Spencer naquele exato momento, mas Wesker viu isto como um sinal.

O fraco sempre resistiria à vontade do escolhido.

Com seu propósito renovado, Wesker refletiu sobre sua própria evolução e sobre a evolução da raça humana.

Após o incidente na propriedade de Spencer, ele ficara nas sombras e usara a notícia de sua morte para encobrir suas atividades. Ele havia alcançado seu objetivo de obter o vírus e o capital que precisava em seu cargo na Umbrella.

Em seguida, ele reuniu todos os seus esforços na criação do Plano Uroboros, e dali em diante se tornar um deus na nova geração da humanidade.