Livro Traduzido | Resident Evil Archives Vol. II

PALAVRAS-CHAVE | WESKER

UMA NOVA RAÇA DA HUMANIDADE

“Os fortes devem liderar os fracos” – Este era o lema pessoal do chefe executivo da Umbrella, Ozwell E. Spencer. Seu senso de elitismo só ficou mais forte após a descoberta do Vírus Progenitor, e impiedosamente assassinou todos os seus aliados para aumentar seu controle sobre ele.

O sonho de Spencer era o de evoluir a humanidade usando vírus, para encerrar a raça do Homo sapiens, que persistia há 200.000 anos, e introduzi-la a uma nova era. Qualquer sacrifício era aceitável para atingir seu grande ideal, não importando se fosse de uma vida ou de milhares. Tudo o que ele fizera – criar a Umbrella, desenvolver B.O.W.s – nada mais era do que uma fachada para seu verdadeiro objetivo, a pesquisa contínua do Vírus Progenitor. A riqueza e o poder que ele havia adquirido como fundador da Umbrella não significavam nada para ele, no fim das contas.

Com seus planos de se tornar o criador de uma nova raça de seres humanos, Spencer começou a se imaginar como um deus. Apesar de todas as suas pretensões à idéia, no entanto, ele não conseguia impedir o avanço da idade em seu corpo. A idéia de morrer antes que seus grandiosos ideais pudessem se realizar era uma maldição para ele, e ele começou a pesquisar por uma chave para a vida eterna. Ele confiou esta tarefa a um homem chamado Alex: uma das “crianças” de Spencer, criadas no Plano Wesker.

O PLANO WESKER

Spencer constatou que seu mundo ideal precisaria de mentes ideais para povoá-lo. Afinal, o Vírus Progenitor daria à sua nova raça força e inteligência super humanas, e elas não poderiam agir contra o seu “deus”. Com este objetivo, Spencer iniciou um novo projeto de olho na criação de uma nova raça superior de humanos, adequada para habitá-la. Isto ficou conhecido como “Plano Wesker”.

O projeto foi nomeado a partir de seu pesquisador-chefe, um homem chamado Wesker, que coletara centenas de crianças nascidas de pais brilhantes por todo o mundo. Estas crianças seriam encorajadas a atingir o ápice de seus potenciais físicos e mentais, através da doutrinação, e então lançadas de volta ao mundo.  Os indivíduos receberam o sobrenome Wesker, e com o tempo, cada uma foi injetada com um vírus experimental que traria à tona suas capacidades superiores. Na verdade, a maioria delas se mostrou incompatível com o vírus e morreu, mas ainda havia alguns sobreviventes. Entre eles estavam o número 12, Alex, e o número 13, Albert.

Alex ingressou na Umbrella, onde foi empregado por seu “pai” para buscar uma cura para a devastação da idade. Spencer elogiava a inteligência e liderança superiores de Alex, e lhe dava todo o dinheiro, os recursos, os materiais de pesquisa e as cobaias que precisasse. No final, contudo, suas tentativas não lhe renderam nada.

“O outro Wesker”, Albert, também ingressara na Umbrella como pesquisador, e Spencer o considerava ainda mais adequado como líder de sua nova raça humana do que Alex. Foi sua inexorável ambição que o afastou. Ele adquirira poderes super humanos durante a ocasião do Incidente da Mansão, e começou a se imaginar como um deus da nova geração vindoura. Porém, foi somente após descobrir a verdade sobre Spencer e sua própria origem que ele conseguiu finalmente se livrar dos grilhões do Plano Wesker.

Albert matou Spencer sem hesitação. Então, tomou a ambição do velho homem – “O direito de ser um deus” – para si.

Com Spencer fora do caminho, Albert trouxe o Projeto Uroboros ao seu estágio final. Tudo o que faltava era carregar um avião de bombardeio com Mísseis Uroboros e lançá-los na tropopausa. O vírus seria levado na corrente de ar, e se espalharia pelo mundo. A humanidade receberia o julgamento do Vírus Uroboros: aqueles com genes inferiores se tornariam hospedeiros do devastador Uroboros, e somente os fortes sobreviveriam.