Livro Traduzido | Resident Evil Archives Vol. II

PALAVRAS-CHAVE | BIOTERRORISMO

SERVIÇO SECRETO DOS ESTADOS UNIDOS

Após a destruição da cidade de Raccoon, cidades a quilômetros de distância continuaram mantendo memoriais anuais em Setembro para homenagear as vítimas. O congresso continuava suas investigações no local, mas os civis ainda não tinham permissão para se aproximarem. O tempo passou, mas nada podia calar a indignação mundial.

A queda da Umbrella deveria ter cessado isto. Ironicamente, ela só provocou uma catástrofe mundial maior.

Quando a Umbrella levou a suspensão de seus negócios, os ex-funcionários e pesquisadores da companhia compensaram, vendendo vírus e B.O.W.s no mercado negro. Ditadores, guerrilheiros, terroristas – maus elementos por todo o mundo compraram os demônios da Umbrella, e os utilizaram para executar seus próprios ataques bioterroristas.

Para controlar a crescente ameaça de bioterrorismo, o mundo precisava de pessoas com flexibilidade e experiência em lutar contra B.O.W.s. Os sobreviventes da tragédia de Raccoon possuíam estes atributos, e muitos rapidamente ingressaram na luta mundial. Entre eles estava Leon S. Kennedy, envolvido no incidente no seu primeiro dia na polícia de Raccoon.

Suas habilidades superiores de sobrevivência em escapar de Raccoon o levaram a ser escoltado pelo governo dos EUA, que o colocou em um programa de treinamento do Serviço Secreto dos Estados Unidos, operando diretamente sob ordens do presidente. Como agente, ele assumiria missões secretas ordenadas oficialmente pela Casa Branca, e também auxiliaria em operações militares de larga escala com envolvimento de bioterrorismo.

Agentes agindo sobre ordem do Presidente têm sempre um operador, que contata o agente através de um terminal portátil como seu intermediário e apoio na comunicação. A presença do operador também é uma precaução: no caso de um agente falhar em uma missão, é mais fácil encobrir o fato de que ele estava agindo sob a ordem do presidente.

OPERAÇÃO JAVIER

Em 2002, o agente dos EUA, Leon, foi mandado para um pequeno país da América do Sul em uma missão. Ele e seu parceiro, Jack Krauser, do Comando de Operações Especiais dos EUA, foram enviados  para encontrar Javier Hidalgo, um famoso traficante por trás da organização criminosa “Serpentes Sagradas”. A dupla estava oficialmente investigando rumores de que Javier esteve em contato com um ex-pesquisador da Umbrella, mas a maior missão de Leon era o Protocolo 7600 Anti-Armas Virais do próprio Presidente: a erradicação de todos os vírus produzidos pela Umbrella. Para realizar este objetivo, ele tinha que descobrir por quais canais os vírus eram passados.

Leon e Krauser chegaram à vila de Mixcoatl para encontrarem seu guia até a mansão, mas acabaram descobrindo que os aldeões haviam sido transformados em zumbis pelo T-Virus. Isto confirmou suas suspeitas de que Javier vinha comprando B.O.W.s no mercado negro. Mais chocante ainda, Leon logo descobriu que Javier injetara em sua filha Manuela o vírus T-Veronica, desenvolvido na Base da Umbrella na Antártida.

Javier havia comprado o T-Virus em 1991, depois de sua amada esposa Hilda contrair uma doença endêmica. Ele o injetou nela, sabendo que sua chance de sucesso era a de uma em um milhão. A aposta de Javier falhou, e ao invés de curá-la de sua doença, o vírus a transformou em um monstro.

Dez anos depois, sua filha Manuela contraiu a mesma doença. O desesperado Javier comprou um novo vírus, conhecido como T-Veronica, de um vendedor do mercado negro, e o injetou em sua filha na esperança de que ele fosse curá-la.

Leon sabia tudo sobre o T-Veronica: ele ouviu a respeito dele através de Claire Redfield, que o testemunhara em ação na Base de Antártida. Sua mente girava. Quem poderia ter vendido o T-Veronica a Javier? No mínimo, a linha do tempo mostrava improvável o vendedor do mercado negro ser o mesmo pesquisador da Umbrella que diziam estar em contato com Javier agora…

Mais importante, no entanto, era a questão de como Manuela sobrevivera ao vírus sem se transformar. Leon sabia que a injeção do T-Veronica causa uma extrema resposta auto-imune dentro do corpo, resultando em dano cerebral severo. Para evitar isto, a desenvolvedora do vírus, Alexia Ashford, concluiu que a temperatura do corpo deveria ser resfriada, para permitir que o vírus se adaptasse, por um período de quinze anos. Obviamente, este não era o caso de Manuela; então, como ela sobreviveu?

A resposta estava com Javier. Ele descobrira uma dica de religiões pré-históricas, e realizava constantes transplantes de órgãos em sua filha para manter o T-Veronica passivo. Ele raptava garotas do vilarejo próximo para fazer as cirurgias, matando pelo menos cinqüenta para retirar seus órgãos. Quando Manuela descobriu o que ele havia feito, decidiu que não queria viver se isto significasse que outros tinham que morrer.

O plano maluco de Javier era estimulado por um estranho amor por sua filha. Ele se injetou com o T-Veronica para se transformar em um monstro gigante, o V-Complex, e tentou devorá-la, para que assim nunca mais ficassem separados. Porém, ele perdeu o controle do vírus e enlouqueceu. Manuela acionou o poder do T-Veronica e ajudou Leon e Krauser enquanto eles lutavam contra seu pai. Após a batalha, o governo dos EUA assumiu Manuela sob sua custódia e a colocou sob estrita supervisão. As Serpentes Sagradas se dispersaram, e a ameaça do T-Veronica desapareceu.

O que Leon não sabia era que toda a seqüência de eventos havia sido orquestrada por Wesker desde o começo.