Resident Evil 2 Remake | Reviews positivos são mais importantes do que maiores vendas para a Capcom

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Recentemente, o site GamesIndustry.biz entrevistou Antoine Molant e Stuart Turner, que trabalham na divisão européia da Capcom. O assunto foi, é claro, Resident Evil 2 Remake, e teve como foco a sua provável recepção do público.

Desde que o jogo foi anunciado como um projeto aprovado pela Capcom, em 2015, muita coisa se especulou sobre como o jogo seria, já que é uma imensa responsabilidade para a empresa refazer um jogo de uma geração clássica e tão icônico e popular como Resident Evil 2, que é até mais popular do que o primeiro jogo da franquia!

Depois que a Capcom finalmente mostrou os primeiros trailers e gameplay do jogo, o público ficou, de certa forma dividido. Uma maioria esmagadora gostou do que viu, mas uma galera mais saudosista reclamou da mudança de câmera, de câmera fixa como era no original de 1998 para a câmera nos ombros, que foi implementada na série a partir de Resident Evil 4.

Stuart Turner respondeu o seguinte sobre esta questão: “Nós discutimos sobre se poderíamos fazer um jogo que atingisse todo mundo. Para o pessoal que quer controles tanque e câmera fixa… podemos fazer isto? (…) Mas o mundo mudou e os jogadores mudaram. E se fizéssemos [se implantassem as mecânicas antigas], estes fãs poderiam jogar e acabar vendo que não era o que eles queriam no fim das contas. Mas nós testamos algumas coisas durante o desenvolvimento. Nós tentamos primeira pessoa, tentamos câmera fixa. Mas da forma como o jogo foi criado, decidimos que uma visão em terceira pessoa [câmera nos ombros] funciona melhor.”

Antoine Molant completou que esta foi a principal preocupação da equipe de desenvolvimento do jogo e motivo de muito nervosismo no momento da revelação de como o jogo está ficando durante a E3 2018. “Nós sabíamos que haviam expectativas em cima do jogo, e sabíamos que ele estava ótimo e que será um bom jogo. Mas em relação ao ponto do controle tanque e da câmera fixa, nós ficamos preocupados que a fanbase ficasse dividida. Mas, apesar de ter havido algumas vozes discordantes no início, a reação geral foi positiva.”

Este medo de uma divisão entre os fãs, inclusive, se tornou uma preocupação inicial nas vendas do produto, já que ele precisa se vender. Em 2012, Resident Evil 6 vendeu muito bem, mas acabou não sendo considerado um sucesso pela Capcom pelo custo que o jogo teve e pelas expectativas de venda que eram bem mais altas. Os reviews não tão generosos acabaram mostrando que o público não havia gostado daquela fórmula e, então, a empresa decidiu pela fórmula “menos é mais” com Resident Evil 7, cuja expectativa de vendas foi muito menor e mais pé no chão.

Turner aproveitou para comentar sobre as expectativas de feedback quando o jogo for lançado: “Apesar de termos acionistas a agradar, não se trata só de desempenho comercial. (…) Ao compararmos RE7 com RE6, os números absolutos não são os mesmos, em questão de rentabilidade. E tudo bem. Ele atingiu todas as expectativas internas. Foi muito bem recebido. E, em alguns aspectos, receber boas notas em análises conta tanto para a Capcom quanto o jogo vender milhões. Preferimos um jogo que receba nota 9 e venda menos, do que um que ganhe 6 e venda mais.

Molant ainda complementou sobre a importância da “vida útil” de um jogo após o seu lançamento: “Estamos menos focados no Dia Um de vendas também. Estamos mais preocupados com as vendas a longo prazo. E, neste quesito, RE7 está indo super bem. Mesmo agora, depois de quase dois anos, ainda é o principal jogo em VR. Isto ajuda a manter o jogo vendendo bem.”

 

  • Shrek realista

    Resident Evil 6 não é perfeito, mas eu gosto bastante dele. O pessoal que fala que é o pior RE já feito, com toda certeza não conhece Umbrella Corps.