Guia Especial | O que é “canon” em Resident Evil (e o que não é!)

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Umbrella Corporation

Este é um guia definitivo (ou quase, porque somos só fãs e quem tem a resposta final é a Capcom) do que pode ser considerado canônico ou não na trama de Resident Evil! Além de uma lista de jogos e outras mídias já oficializadas como canônicas na franquia, também buscamos separar em “universos” separados e expandidos, além de linkar abaixo alguns materiais complementares para facilitar seu entendimento sobre o assunto.

Antes de começar, alguns conceitos básicos:

→ O que é CANON? O que é ser CANÔNICO? O “canon” é tudo aquilo que pode ser considerado “válido” para a trama de Resident Evil. Quando um jogo conta como válido para a história, ele é “canônico”. Saiba mais detalhes neste vídeo!
→ O que é LORE? O lore é um conjunto de informações sobre um universo ficcional, é a história desde universo e os seus elementos, personagens etc. Saiba mais neste vídeo!
→ O que é SPIN-OFF? Spin-offs são tramas paralelas, que complementam e enriquecem a história principal. Pode-se destacar, por exemplo, um personagem menor ou coadjuvante como protagonista desta história, preenchendo lacunas do lore. Saiba mais neste vídeo!
→ Spin-offs podem ser canônicos? Sim, podem. Mas também há spin-offs não canônicos, aí vai de cada jogo em particular e sua ligação com a história principal.

Alguns Links Úteis:
→ Linha do Tempo do Resident Evil Database
→ Tabela Cronológica dos Games e seus Eventos
→ Dúvidas Frequentes sobre o Lore de RE


A Canonicidade de Cada Resident Evil:

(Lista por ordem cronológica de lançamento.)

Referências: título em itálico = não canônico; título em negrito = canônico

  • Resident Evil (1996): não-canônico por ter sido substituído por seu Remake de 2002, que conter mais material que, inicialmente, era para estar neste jogo original e foi deixado de lado na época do desenvolvimento.
  • Resident Evil 2 (1998): segue canônico no “universo dos clássicos”, de acordo com declaração do produtor de RE3 Remake, Peter Fabiano.
  • Resident Evil 3 Nemesis (1999): segue canônico no “universo dos clássicos”, de acordo com declaração do produtor de RE3 Remake, Peter Fabiano.
  • Resident Evil CODE: Veronica (2000): é canônico e, apesar de não ser numerado, faz parte da série principal (dos jogos que contém números no título).
  • Resident Evil Survivor (2000): apesar de ser spin-off, é canônico e foi mencionado na abertura de Resident Evil Zero.
  • Resident Evil Gaiden (2001): NÃO-CANÔNICO, título terceirizado para Gameboy Color.
  • Resident Evil Survivor 2 (2001): apesar de ser um shooter spin-off inicialmente lançado para arcade e posteriormente portado para o PS2, pode ser considerado canônico por se tratar de um “sonho da Claire” dentro do avião, indo para a Antártida.
  • Resident Evil (2002): canônico e versão definitiva do jogo original de 1996.
  • Resident Evil Zero (2002): segue canônico no “universo dos clássicos”. No universo dos Remakes, podem haver conflitos de cenário com o laboratório do novo RE2 (2019).
  • Resident Evil Dead Aim (2003): spin-off que pode ser considerado canônico por não criar quaisquer confusões dentro da linha do tempo da série.
  • Resident Evil Outbreak (2003): segue canônico no “universo dos clássicos” por ter referência à sua personagem Alyssa Ashcroft em Resident Evil 7.
  • Resident Evil Outbreak File #2 (2004): segue canônico no “universo dos clássicos” por ter referência à sua personagem Alyssa Ashcroft em Resident Evil 7. Apresenta a versão original dos fatos do ferimento de Marvin Branagh no R.P.D., o que leva à sua morte no RE2 original de 1998.
  • Resident Evil 4 (2005): segue canônico no “universo dos clássicos”. No momento, não apresenta grandes furos em relação aos Remakes/reimaginações.
  • Resident Evil Deadly Silence (2006): Apenas port do Resident Evil original de 1996. Portanto, não-canônico, já que o RE1 foi descanonizado por seu Remake de 2002.
  • Resident Evil The Umbrella Chronicles (2007): segue canônico no “universo dos clássicos”. Foi descanonizado na reimaginação de RE2 devido aos furos entre o Remake e o capítulo Death’s Door (focado em Ada) de REUC.
  • Resident Evil 5 (2009): segue canônico no “universo dos clássicos”. No momento, não apresenta grandes furos em relação aos Remakes/reimaginações.
  • Resident Evil The Darkside Chronicles (2009): segue canônico no “universo dos clássicos”. Descanonizado na reimaginação de RE2 devido às discrepâncias de desfecho de Ada Wong nos dois jogos.
  • Resident Evil Revelations (2012): segue canônico no “universo dos clássicos”. Traz a origem da BSAA e tem menção em Resident Evil 7.
  • Resident Evil Operation Raccoon City (2012): considerado não-canônico, de acordo com a Capcom e a finada Slant Six Games, produtora terceirizada responsável pelo jogo. Porém, seu backstory de personagens e do conflito Umbrella-Governo é muito bom.
  • Resident Evil 6 (2012): segue canônico no “universo dos clássicos”. No momento, não apresenta grandes furos em relação aos Remakes/reimaginações.
  • Resident Evil Revelations 2 (2015): segue canônico no “universo dos clássicos”. No momento, não apresenta grandes furos em relação aos Remakes/reimaginações.
  • Umbrella Corps (2017): apenas seu “conceito” pode ser considerado canônico como um espaço de treinamento da Umbrella Azul (New Umbrella) apresentada em RE7. Existe a teoria de que seria um extra de RE7, justamente pelo seu background.
  • Resident Evil 7 (2017): segue canônico no “universo dos clássicos”. Canoniza os Outbreaks (“descanonizado” na reimaginação do RE3) e o primeiro Revelations.
  • Resident Evil 2 (2019): de acordo com a Capcom, ele é canônico e seus eventos são uma reimaginação/releitura do jogo original de 1998. Seus eventos “descanonizam”, de certa forma, os spin-offs da série Chronicles.
  • Resident Evil 3 (2020): de acordo com a Capcom, ele também é canônico e seus eventos são uma reimaginação/releitura do jogo original de 1999. Seus eventos “descanonizam” os Outbreaks.
  • Resident Evil Village (2021): equivalente a Resident Evil 8, faz parte da série principal/numerada e segue canônico no “universo dos clássicos”. No momento, não apresenta grandes furos em relação aos Remakes/reimaginações.

Materiais extras que são canônicos:

Filmes e séries de animação da Capcom:
→ 1) Resident Evil Degeneração (2008): os eventos se passam em 2005.
→ 2) Resident Evil Condenação (2012): os eventos se passam em 2011.
→ 3) Resident Evil: A Vingança (2017): os eventos se passam em 2014.
→ 4) Resident Evil: No Escuro Absoluto (2021): os eventos se passam em 2006.

Em ordem cronológica: 1) → 4) → 2) → 3)

Mangás:
→ Resident Evil Marhawa Desire (2012-2013), os eventos são antes de RE6.
→ Resident Evil Heavenly Island (2015-2017), os eventos são pós-Revelations 1 e 2.
Todos os demais mangás e HQs já lançados não são canônicos e não passam apenas de produtos licenciados pela Capcom.

Materiais Extra-Oficiais:
Wesker’s Report (2001): apesar de grande parte da comunidade internacional não considerar este material como canônico, por causa de seu final e a menção a Sherry estar nas mãos de Wesker e de sua organização, não há nada que diga o contrário na franquia. Pode-se dizer, por exemplo, que a Capcom desistiu deste ponto da história, assim como de outros que foram surgindo e deixando pontas soltas, possivelmente por causa da troca de roteiristas e de equipes. Mas Sherry foi para as mãos do governo, com quem Wesker claramente poderia ter contato, e por isso a expressão “estar em nossas mãos”.
→ Wesker’s Report II (2002): traz as origens da pesquisas no Laboratório de Arklay, do Projeto Nemesis, do G-Virus e da visão de Wesker, que começara como pesquisador e passara a informante/chefe de segurança, sobre os planos de Spencer.
→ Wesker’s Extra Report (2007): não traz tantas informações sobre enredo, mas também pode ser considerado canônico por não conflitar com nada.
→ Ada’s Report (2005): apesar de alguns pontos de história terem sido claramente esquecidos pela Capcom, deixando pontas soltas e coisas mal explicadas, também é canônico e é material interno de Resident Evil 4 a partir da versão PS2.


As Timelines de Resident Evil:

“Classicverse”: esta seria a linha temporal com base nos acontecimentos dos jogos clássicos, desde RE0, passando pelo Remake do RE1, os RE2 e RE3 clássicos, os spin-offs e materiais extras devidamente canônicos mencionados acima, até o RE Village.

“Remakeverse”: esta seria a linha temporal com base nos acontecimentos das reimaginações (comumente chamados de Remakes) de Resident Evil 2 e Resident Evil 3, incluindo o Remake do primeiro Resident Evil, de 2002. Até o momento, não sabemos até onde este universo vai se estender, atualizaremos o artigo conforme novidades surgirem.

“Perryverse”: esta seria a linha temporal com base nos acontecimentos das novelizações da autora S.D. Perry, que conflitam com os jogos e não podem ser considerados canônicos e complementares a eles pelas diversas mudanças em estruturas essenciais do lore de Resident Evil. Portanto, estes livros só são canônicos dentro do seu próprio universo.

“Millaverse”: esta seria a linha temporal com base nos acontecimentos dos filmes live-action criados por Paul W.S. Anderson e protagonizados por Milla Jovovich, os seis títulos lançados dentro de 2001 a 2017. Estes filmes só são canônicos dentro do seu próprio universo, e não têm quaisquer relações com os filmes de animação, que são canônicos dentro do universo dos jogos.

“Netflixverse”: esta seria a linha temporal com base nos acontecimentos da série original live-action de Resident Evil da Netflix, anunciada em 2020. A série é protagonizada por Lance Reddick no papel de Albert Wesker, pai das garotas Jade e Billie Wesker. A linha do tempo da trama é dividida entre o passado das garotas adolescentes e o momento presente, em um mundo pós-apocalíptico, devastado pelo vírus.

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